Dois fatos inédito envolvendo a deputada estadual Michelle Melo (PDT).
O primeiro é que ela será a primeira mulher, na história do Parlamento acreano, a ser líder do governo.
O segundo é que ela, na liderança, não terá obrigação de fazer a defesa do governador Gladson Cameli (PP)
Isso mesmo: a deputada disse que o governador não lhe pediu defesa.
Fez essa declaração na sua conta no Instagram.
A nova líder se posicionou contra seu partido apoiar à reeleição de Gladson Cameli nas eleições de 2022,
Chegou a declarar que apoiar Gladson iria “contra suas pautas”.
Para justificar ter aceitado o convite, a deputada disse que recebeu “a proposta de ajudá-lo, como líder do governo, a cuidar da população do Acre” e que chamou a atenção que o governador não pediu para “defende-lo”.
O argumento vai em desencontro com a lógica.
A função do líder do governo é justamente ser seu representante na Casa Legislativa. O porta-voz. A pessoa que fala oficialmente pelo governador.
Com essas definições, fica simples compreender que uma das principais atribuições do líder é justamente defender aquele a que está representando.
Michelle Melo acreditou em algo que poucos acreditam: na palavra de Gladson.
