PORONGA – Sobre a queda da ponte em Sena Madureira, deixemos a função de investigar, denunciar e condenar aos órgãos competentes; é hora de solidariedade

2–3 minutos

Olá, bora porongar?

Sempre que acontece  coisas como a que ocorreu em Sena Madureira, a reação imediata da maioria das pessoas é procurar os culpados.

Apontar o dedo.

Rapidamente, as pessoas se comportam como investigadores, acusadores e juízes.

Poucos são os que se preocupam com as vitimas, de ser solidários.

É de domínio público de que sou um dos maiores críticos do governo que era comandado por Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, e que agora segue a batuta de Mailza Assis.

Só que não investigarei, não acusarei e nem julgarei.

Considero que é o momento de sermos solidários com as vitimas.

A função de investigar, acusar e condenar não é minha.

Há muita gente ganhando bem demais para cumprir essa missão.

O Tribunal de Contas do Estado já se mexeu.

O Ministério Público Estadual tem o dever de sair da omissão, do berço esplêndido.

Se houver recurso federal, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal têm a obrigação de adotar providências.

Inaugurada com toda pompa, a ponte Frei Paolino Baldassari não resistiu a três anos de uso.

Essa é uma demonstração de que algo muito errado aconteceu na obra.

Será que seguiram o projeto original?

Será que colocaram a espessura dos pilares como deveria ser.

Tenho informação de que o projeto foi alterado.

Mas há coisas que não devemos desconsiderar.

A ponte estava interditada pelo Deracre.

Recebi a informação de que, no dia 28 de maio, o Deracre já havia acionado a empresa responsável pela construção da ponte, após identificar sinais de instabilidade na estrutura.

Na quinta-feira, 4 de junho, os engenheiros da empresa chegaram a Sena Madureira para acompanhar a situação junto às equipes do Deracre.

Após a avaliação técnica, a área foi interditada.

Segundo informações que obtive, a estrutura possui termo de recebimento provisório e segue dentro do prazo de garantia legal de cinco anos, conforme previsto em contrato e na legislação vigente.

A ponte, ou que restou dela, permanece sob responsabilidade da empresa.

Será que ela irá reconstruir?

Informaram-me que representantes e responsáveis técnicos da empresa estarão em Rio Branco na segunda-feira para prestar esclarecimentos e avaliar a situação.

Olha, a empresa é a mesma que construiu todas as pontes ao longo da BR-364.

Tem, portanto, expertise.

Aconteceram problemas nas de Tarauacá e Sena Madureira.

Nenhuma caiu.

Essa empresa tem mais de R$ 170 milhões em contratos com o governo do Estado.

Tem outras pontes para construir.

O governo terá moral para cobrar a fatura?

Espero que tenha.

Fato é que o trágico acidente em Sena Madureira deve acender o alerta nas obras já executadas e  nas futuras.

Por fim, nunca é demais lembrar que a obra foi concluída no governo de Gladson de Lima Cameli, o Dancinha.

Esse cara foi condenado a 25 anos e nove meses de detenção por, dentre outras coisas, ser o chefe de uma organização criminosa que se instalou no governo para roubar dinheiro público.

Ele, sim, foi julgado e condenado.

É ladrão do dinheiro público com carimbo.

Sobre o fato em Sena Madureira, prefiro deixar para os órgãos responsáveis.

Sem esquecer que ainda levaremos um bom tempo para atravessar essa ponte de desmandos e irresponsabilidade construída no Acre.

Fui.

Um forte abraço.

E um cheiro do Rosas.

Tchau.