Olá, bora porongar?
Sempre que acontece coisas como a que ocorreu em Sena Madureira, a reação imediata da maioria das pessoas é procurar os culpados.
Apontar o dedo.
Rapidamente, as pessoas se comportam como investigadores, acusadores e juízes.
Poucos são os que se preocupam com as vitimas, de ser solidários.
É de domínio público de que sou um dos maiores críticos do governo que era comandado por Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, e que agora segue a batuta de Mailza Assis.
Só que não investigarei, não acusarei e nem julgarei.
Considero que é o momento de sermos solidários com as vitimas.
A função de investigar, acusar e condenar não é minha.
Há muita gente ganhando bem demais para cumprir essa missão.
O Tribunal de Contas do Estado já se mexeu.
O Ministério Público Estadual tem o dever de sair da omissão, do berço esplêndido.
Se houver recurso federal, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal têm a obrigação de adotar providências.
Inaugurada com toda pompa, a ponte Frei Paolino Baldassari não resistiu a três anos de uso.
Essa é uma demonstração de que algo muito errado aconteceu na obra.
Será que seguiram o projeto original?
Será que colocaram a espessura dos pilares como deveria ser.
Tenho informação de que o projeto foi alterado.
Mas há coisas que não devemos desconsiderar.
A ponte estava interditada pelo Deracre.
Recebi a informação de que, no dia 28 de maio, o Deracre já havia acionado a empresa responsável pela construção da ponte, após identificar sinais de instabilidade na estrutura.
Na quinta-feira, 4 de junho, os engenheiros da empresa chegaram a Sena Madureira para acompanhar a situação junto às equipes do Deracre.
Após a avaliação técnica, a área foi interditada.
Segundo informações que obtive, a estrutura possui termo de recebimento provisório e segue dentro do prazo de garantia legal de cinco anos, conforme previsto em contrato e na legislação vigente.
A ponte, ou que restou dela, permanece sob responsabilidade da empresa.
Será que ela irá reconstruir?
Informaram-me que representantes e responsáveis técnicos da empresa estarão em Rio Branco na segunda-feira para prestar esclarecimentos e avaliar a situação.
Olha, a empresa é a mesma que construiu todas as pontes ao longo da BR-364.
Tem, portanto, expertise.
Aconteceram problemas nas de Tarauacá e Sena Madureira.
Nenhuma caiu.
Essa empresa tem mais de R$ 170 milhões em contratos com o governo do Estado.
Tem outras pontes para construir.
O governo terá moral para cobrar a fatura?
Espero que tenha.
Fato é que o trágico acidente em Sena Madureira deve acender o alerta nas obras já executadas e nas futuras.
Por fim, nunca é demais lembrar que a obra foi concluída no governo de Gladson de Lima Cameli, o Dancinha.
Esse cara foi condenado a 25 anos e nove meses de detenção por, dentre outras coisas, ser o chefe de uma organização criminosa que se instalou no governo para roubar dinheiro público.
Ele, sim, foi julgado e condenado.
É ladrão do dinheiro público com carimbo.
Sobre o fato em Sena Madureira, prefiro deixar para os órgãos responsáveis.
Sem esquecer que ainda levaremos um bom tempo para atravessar essa ponte de desmandos e irresponsabilidade construída no Acre.
Fui.
Um forte abraço.
E um cheiro do Rosas.
Tchau.
