“TERRAS CAÍDAS” DERRUBARAM PONTE NO ACRE, DIZ EMPRESA

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A Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, desabou deixando 4 vítimas na última sexta-feira (5). O caso mais grave é o do juiz aposentado Edinaldo Muniz, que segue na UTI em estado gravíssimo, respirando com ajuda de aparelhos. Outras três pessoas também ficaram feridas: duas permanecem internadas e uma já recebeu alta.

Três dias após o acidente, a Construtora Cidade afirma que o colapso foi causado pelo fenômeno geológico conhecido como “terras caídas” e sustenta que recomendou a interdição total da estrutura ao Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) cerca de 24 horas antes da queda. A íntegra da nota pode ser consultada aqui: https://www.ccidade.com.br/

Segundo a empresa, a ponte foi entregue em dezembro de 2023 e operava sem registros anteriores de anomalias estruturais. A construtora afirma que sinais de instabilidade surgiram poucos dias antes do colapso, com rachaduras e deslocamentos de solo que evoluíram rapidamente.

A empresa diz ainda que identificou movimentações de solo em uma área de aproximadamente 16 mil metros quadrados no entorno da estrutura e atribui o colapso ao fenômeno das “terras caídas”, comum em áreas ribeirinhas da Amazônia.

Enquanto o caso é investigado, a Construtora Cidade segue responsável por obras no Acre que somam cerca de R$ 170 milhões em investimentos públicos, incluindo a 6ª Ponte do Arco Viário de Rio Branco e a ponte do Anel Viário de Brasiléia e Epitaciolândia.

A ponte havia sido inaugurada como uma das principais obras de mobilidade de Sena Madureira, reduzindo a dependência de balsas no Rio Iaco. As causas do desabamento ainda não têm laudo conclusivo.

As investigações continuam.

 

Texto de Chico Araújo, publicado no Facebook.

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