Operação da PF e da CGU de hoje pode ser a antessala para novas operações antes das eleições

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A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), foi às ruas hoje, quando deflagrou a Operação Busdoor II.

Segundo as instituições, o objetivo é o de combater fraudes na contratação, no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde, de empresas especializadas na prestação de serviços de impressão divulgação de painel de outodoor e busdoor.

As investigações tiveram início em julho do ano passado, por meio da Operação Busdoor.

A PF e a CGU falam no desvio de R$2,7 milhões.

Tenho opinião bem definida sobre a operação, pois a acompanho desde a origem.

Conversei com os envolvidos e guardo a convicção de que pode estar havendo o cometimento de injustiça com o principal alvo.

Bem, o tempo e as investigações irão provar se houve ou não atos injustos.

Mas, o que se pode tirar de bom é que a PF e a CGU saíram da moita.

Demonstraram que estão atentas e trabalhando.

Digo isso porque cabe lembra que foram os trabalhos dessas instituições que levaram à deflagração da Operação Ptolomeu, que apura o desvio de R$ 828 milhões do erário.

Deflagrada em dezembro do ano passado, a Ptolomeu levou os agentes a fazer busca e apreensão no Palácio do Governo e na casa do governador Gladson Cameli.

Também aconteceu busca e apreensão na casa do pai governador, o empresário Eládio Cameli, em Manaus, capital do Amazonas.

Gladson Cameli concorre à reeleição com o carimbo de ser chefe e regente de uma Organização Criminosa (Orcrim).

Esse carimbo foi colocado pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi e por mais 11 ministros da corte.

O processo contra o governador, com vastas provas, estaria em poder do Ministério Público Federal (MPF) e pode ter desdobramento após a eleição.

Há uma orientação do procurador-geral da República, Augusto Aras, para que os processos contra governadores só tenham andamento após a eleição.

Gladson Cameli tem foro privilegiado. Só pode ser processado no STJ.

A mesma prerrogativa não se enquadra a muitas pessoas no seu entorno, que passaram a ser investigadas e estariam cometendo uma a série de ilícitos.

Se eu fosse pessoa envolvida em rolo, colocaria as barbas de molho.

A operação de hoje pode ter sido a antessala de novas bem mais fortes, pegando várias pessoas que realmente têm contas a acertar com a justiça.

É tolice acreditar que a Operação Ptolomeu não terá novos desdobramentos.

A aguardar….