https://www.instagram.com/reel/DXrfVbmDW4O/?igsh=MW1tdXlseWt3dDdueA==
É de domínio público que eu estava de férias.
Passei 10 dias apreciando as belezas de La Paz e Uyuni, onde está localizado o Deserto do Sal.
Acompanhei os movimentos da política de forma muito superficial.
Vi, por exemplo, a imprensa acreana dizendo que o julgamento do ex-governador do Acre Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, havia sido suspenso no STJ por determinação do ministro André Mendonça do STF.
Não foi nada disso.
Não houve o julgamento porque a pauta era extensa.
A ministra-relatora, Nancy Andrighi, fez questão de consignar a situação levantando um questão de ordem.
Ao contrário da turma da imprensa vendida, eu tive acesso à decisão André Mendonça.
Está em segredo de Justiça, mas tenho aa minhas pipiras.
Como tenho juízo, não irei publicar o documento.
Mas André Mendonça determinou que as provas consideradas nulas fossem desentranhadas dos autos.
Nancy Andrighi já desentranhou.
De fato, os advogados de Gladson Dancinha pediram que a ação penal contra o ex-governador fosse sobrestada.
Mendonça negou e escreveu:
“Consigno que deve se aguardar a continuidade do julgamento, com a discussão dos demais Ministros sobre os termos da acusação à luz da documentação juntada ao processo, restando ausente previsão legal que, eventualmente, possa ensejar debate, pelas partes, acerca do voto já proferido em sessão”.
O ministro fala sobre o voto de Nancy Andrighi, que propõe, dentre outras coisas, a condenação a 25 anos e no nove de cadeia a Gladson de Lima Cameli, o Dancinha.
É claro que Cameli vai tentar fazer outras manobras jurídicas.
Só que o prosseguimento do julgamento está marcado para o próximo dia 6 de maio.
Sigo acreditando que ele não escapará de uma pena pesada.
