Estado quebrado – Acre inicia 2026 com quase R$ 300 milhões de rombo

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Frase: “Os ricos farão de tudo pelos pobres, menos descer de suas costas”, Liev Tolstói

Terra arrasada
Quando assumiu o governo em 2019, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, vendeu o Acre como terra arrasada. Conseguiu fazer uma boa venda, embora não fosse a realidade. Como herança que não deveria herdar, teve que pagar metade do décimo terceiro a metade dos servidores estaduais. As demais dívidas são normais para quem assume um governo. São do Estado e não do governador.

Um bilhão
Na verdade, o Dancinha Cameli herdou mais de um bilhão de real para fazer investimento. A questão do custeio era o grande problema. Ele mesmo, como senador da República que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, trabalhou junto ao governo de Michel Temer para dificultar a vida do então governador Tião Viana.

Saúde financeira
Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, recebeu o Acre com boa saúde financeira. É tanto que o Acre tinha nota B junto à Secretaria do Tesouro Nacional e estava apto a contrair empréstimos para fazer investimentos. Sob a desgovernação do quase condenado Cameli, a maionese desandou. O Acre passou da nota B para C e fechou várias portas.

Acre quebrado
Há algum tempo tenho falado que estamos quebrados. Embora o governador não canse de ostentar uma riqueza que não temos. A ponto de guardar na sua casa cerca de seiscentos mil reais em espécie. Mas com números não se briga.

Sem dinheiro
Recentemente, o maior site local trouxe uma noticia que eu estou cansado de saber. O Acre começa 2026 sem dinheiro em caixa. Inicia com déficit de quase trezentos milhões de reais. Significa que gastou mais do que arrecadou. Significa que a economia estagnou.

Para relembrar
Lembro que, entre 2010 e 2018, o Acre passou de 78% para 59% no que se refere à dependência de recursos do governo federal. No mesmo período, a arrecadação própria do Estado quase dobrou, saindo de 22% para 41%. Isso foi resultado dos investimentos do governo estadual no setor produtivo e de serviços.

O retrocesso
A partir de 2018, houve um retrocesso. A dependência voltou a ser superior a 70%. Há risco de as coisas piorarem muito. Em 1999, quando herdou o governo de Orleir Cameli, tio do atual governador, Jorge Viana recebeu um Acre à beira da ilegalidade. Um Estado falido sob todos os aspectos.

Mal histórico
Com o sucessor de Dancinha Cameli, a situação não será diferente. Ele, sim, deixará uma terra arrasada. Vai dar muito trabalho reconstruir o que foi destruído. Reafirmo que a Justiça brasileira fez e faz um mal histórico por não tê-lo afastado e colocado-o na cadeia. Pobre e podre Acre.

As voltas com a Justiça
O site Poder360 – www.poder360.com.br – trouxe reportagem abordando os governadores que apoiam o presidente Lula ou o candidato de oposição. Dois não deram indicação de quem apoiarão. Um é o governador do Rio Grande o Sul, Eduardo Leite. O outro é o Gladson de Lima Cameli, vulgo Dancinha. Sobre o acreano, foi dito: “O 2º tem se dedicado a responder processos na Justiça e evita se posicionar nacionalmente”.

Vergonha nacional
Somente no Acre parte da população e a imprensa encaram a nossa situação do governador com naturalidade. Em outra localidade, o chefe do Executivo seria tratado de outra forma. Somos uma vergonha nacional. Gladson Dancinha tornou toda a população refém e ré da sua situação criminal no STJ.

Elefante em Sena
A situação da Saúde pública no Acre só se agrava. Os protestos pipocam por todos os lados. E o governador diz se tratar de ‘politcagem’. E pode piorar. Isso se a população de Sena Madureira resolver protestar contra o verdadeiro elefante branco que há anos está estacionado na cidade. Falo da obra interminável no Hospital João Câncio Fernandes.

Caso de polícia
Assisti há um vídeo de reunião realizada em Feijó para debater as questões do bloqueio da BR-364 e do Hospital de Feijó. É incrível, transformaram o caso de Saúde pública e de política em situação de polícia. As declarações do policiais são extremamente intimidatórias. Ora, se é crime fechar rodovia, o que dizer de quem deixa a população morrer por falta de atendimento?

Falas intimidatórias
As falas dos homens da segurança pública, inclusive da Polícia Rodoviária Federal, foram extremamente intimidatórias. Ficou a imprensa de que não estavam se dirigindo a cidadãos e cidadãs de um município que clama por saúde de qualidade. Parecia que estavam falando para criminosos.

Omissão do prefeito
Diante de todo imbróglio envolvendo a população feijoense, chama atenção o silêncio ou omissão daquele que deveria estar na linha-de-frente das reivindicações. Falo do prefeito Railson Ferreira. Até agora, não vi ou ouvi uma declaração pública da maior autoridade do município.

Festival de erros
Na medida em que o debate é aprofundado, a história sobre a terceirização do Hospital do Alto Acre, em Brasileia apresenta diversas lacunas. Uma delas foi trazida a público pelo presidente do Conselho Estadual de Saúde, Osvaldo Leal. “O Conselho de Saúde, ou os Conselhos de Saúde, não são meras instituições decorativas e ceifadas de responsabilidades, são instituições de direitos, são instituições que estão constitucionalmente estabelecidas desde então, fazem parte do exercício legítimo e pleno da política pública de saúde”, disse.

Governo enrolada
Fato concreto é que o governo e o governador Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, estão enrolando a população do Alto Acre e os servidores do Hospital Regional. A terceirização é dada como certa. Ora, se a ideia são os especialistas, contrate-se esse tipo de profissional. Simples assim.

Máscara no chão
A máscara de bom moço do governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, vai caindo aos poucos. Há uma clara e manifesta percepção de que a população passou a enxergar os seus desmandos e a pouca capacidade de gestão.

Vai piorar
A tendência natural, a medida que as reais informações sobre a falta de caráter do governador forem sendo propagadas, é que a imagem do bom moço piore ainda mais. O Dancinha é, sem sombra de dúvidas, o maior corrupto que um dia tomou posse como governante do Acre. Quem diz isso é a Polícia Federal, corroborada pelo Ministério Público Federal.