Josias de Souza se indignou com a rotina de ostentação de Gladson Cameli (PP), governador do Acre, que despertou suspeitas da Polícia Federal sobre corrupção. O colunista do UOL lembrou que a família Cameli já havia se envolvido em outro escândalo na década de 90 ao participar da compra de votos na emenda da reeleição no Congresso.
Essa projeção resultou em muita prosperidade. Há suspeita de que a fortuna da família tenha sido vitaminada por meio de desvios em contratos fraudulentos. Em qualquer estado brasileiro, uma fortuna como a ostentada pelo governador chamaria a atenção. Em um estado pobre como o Acre, essa fortuna amealhada por um político está próxima do escárnio. O que está na cara não pode ser ocultado a esta altura. Josias de Souza, colunista do UOL
Josias cobrou uma investigação rigorosa sobre as suspeitas de desvio de dinheiro público no Acre e ironizou a defesa de Cameli, que justificou que os gastos do governador “são bancados por seus rendimentos empresariais.”
Sempre que um político é pilhado com uma fortuna inusual, costuma alegar que ficou rico pelo trabalho duro. Nessa hora, é preciso perguntar: trabalho de quem? No caso do governador do Acre, os bens e a desfaçatez destoam do seu salário mensal. No instante em que grandes empresas patinam e a economia brasileira flerta com a recessão, entidades empresariais deveriam convidá-lo para ensinar em palestras o caminho da prosperidade. Josias de Souza, colunista do UOL
