Sabe qual é o efeito prático da expulsão da prefeita de Brasileia do PT? Nenhum.

2–3 minutos

Não falo e nem escrevo para agradar a ninguém.

Neste espaço que criei há quase quatro anos, não aceito patrulhamento. Venha ele de onde vier

Sou livre das amarras das tutelas.

Ao contrário do que alguns desavisados pensam, não conto com ajuda substancial de nenhum político com ou sem mandato.

É erro crasso achar que as pessoas do meu campo mantém o meu sustento e mandam nas minhas ideias.

Se dependesse dessa turma, já teria encerrado as atividades há muito tempo.

Obviamente que tenho colaboradores que preferem não se identificar.

Boas parte desses, aliás, sumiram após o resultado do processo eleitoral.

Mas vamos sobrevivendo.

Sozinho, já tive cerca de cinco milhões de acessos.

É muita coisa.

A maioria das denúncia que geraram apuração e prisões na administração Gladson Cameli nasceu do que foi publicado neste espaço.

O saldo do meu trabalho, sem modéstia, é positivo.

Fiz a introdução para entrar no ponto objeto desse texto: a expulsão da prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, do PT.

Penso que não há nada mais inócuo do que essa expulsão.

Ela já não pertence à legenda há muito tempo.

Eu nunca acreditei muito na moça.

Digo isso não apenas pela politica, mas por outros fatos que presenciei e que não merecem ser relatados.

Lembro da prefeita como uma espécie de braço direito da então prefeita Leila Galvão.

Logo, os líderes petistas enxergaram nela uma liderança capaz de oxigenar o partido no Alto Acre.

Apostaram nela e conseguiram torná-la prefeita.

Tanto Leila quanto Fernanda viraram as costas para o PT.

Ocorre que nem todo mundo é fiel, seja na vida particular ou na partidária.

O PT foi quase massacrado nas eleições de 2018 e ainda capenga.

Obviamente, deixou de ser atraente.

Sem poder e sem voto, o partido da estrela viu alguns estrelados migrarem para lados mais atrativos.

Foi o caso da prefeita e tantos outros iluminados e beneficiados no período áureo.

A minha opinião é que uma expulsão agora é inócua.

É vazia como um pastel de vento.

Se queria ser rigoroso, o partido deveria ter feito a expulsão quando ela foi infiel no período eleitoral, quando declarou apoio ao governador Gladson Cameli.

Expulsar agora, que sentido faz?

Assim com a senhora Hassem, os prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia, e o de Mâncio Lima, Isaac Lima, devem ter o mesmo destino.

Sinceramente, acho que eles irão comemorar ao ficarem livre das amarras partidárias.