Semana passada, Gladson Cameli se viu quase obrigado a aceitar Márcia Espinosa Bittar (PL) como a sua companheira de chapa nas eleições de outubro.
Vários partidos dominados pelo senador Marcio Shape Bittar (União Brasil) apresentaram a esposa do parlamentar como candidata a vice-governadora.
Acontecendo isso, o caminho para disputar o Senado na chapa governista ficaria livre para outro político sabichão: o deputado federal Alan Rick (União Brasil).
Se for feita uma consulta entre os aliados e até não aliados de Cameli, a resposta será a seguinte: “Ele vai dar um golpe na última hora”.
Todos sabem que o governador não tem como ponto forte o cumprimento da palavra.
Nas eleições de 2018, ele chegou a anunciar que o seu vice seria o médico oftalmologista Eduardo Velloso, para, na última hora, convidar o então deputado federal Wherles Rocha.
Agora, sem unidade nem dentro do próprio partido, o Progressistas, Gladson Cameli se vê às voltas com problemas praticamente insanáveis.
Pela primeira vez na história, um governador entrega o seu destino a terceiros.
Ele pode até ter em mente rifar a candidatura de Espinosa Bittar, a paraguaia. Ocorre que terá dores de cabeça piores do que uma ressaca com cerveja ruim.
A promessa não foi feita apenas ao casal Bittar, que, por si só, já seria problemático. Ele prometeu ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro.
Competente, na semana passada, o repórter Adailson Oliveira, da TV Gazeta, arrancou uma declaração do governador que aponta caminhos.
Segundo Cameli, ele teria dado a palavra de que Marcio Bittar iria indicar a candidatura ao Senado, mas a situação mudou após a indicação da candidatura paraguaia.
“O senado será uma indicação minha. A história reverte. Ele indicam a vice, o Senado será eu”.
Veja o vídeo:
