Com onda de assaltos a carteiros, Sintect realiza Assembleia Geral e categoria avalia greve geral

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Uma onda assola os carteiros do Acre, a de constantes assaltos que os trabalhadores têm sofrido. Ao todo, 12 ocorrências foram registradas de janeiro até a última terça-feira, 26. E para evitar que a prática fique ainda mais forte e que novos casos possam gerar uma tragédia, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Acre (Sintect-AC) realiza nesta sexta-feira, 29, uma Assembleia Geral Extraordinária para a categoria avaliar o indicativo de greve geral para 2 de março.

O objetivo do propenso movimento grevista é aumentar a veemência das cobranças feitas à Superintendência dos Correios para resguardar os profissionais e mobilizar as forças da Segurança Pública do Estado em prol da situação que afeta o bom desempenho do trabalho deles, além de prejudicar a população. Os primeiros casos foram registrados logo no início deste ano e seguiram. Entretanto, do dia 19 ao 26 deste mês as ações contra os trabalhadores aumentaram, com cinco casos.

Suzy Cristiny, presidente do Sintect-AC, explica que mesmo com a diretoria da entidade realizando cobranças aos Correios, a Superintendência no Acre não deu atenção à grave situação que traz riscos à vida dos carteiros e manteve vista grossa aos acontecimentos. Além disso, o sindicato não tomou conhecimento pela empresa de nenhum planejamento estratégico do órgão federal para articular ações conjuntas junto à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). “Nossa única alternativa, agora, é deliberar uma paralisação”, diz ela.

Conforme a líder sindical, é preciso que haja urgência na resolução dessas situações antes que fatos mais graves sejam consumados. “Estamos à mercê da sorte e da boa vontade das pessoas que atentam contra nossos carteiros. Não vamos assistir tudo isso de braços cruzados, por isso estamos articulando uma cobrança forte e unitária. Nossos profissionais merecem respeito, segurança e dignidade. Os casos aumentam, a população perde os produtos, sai no prejuízo e a categoria teme pela falta segurança”.