Desde o dia 16 de dezembro, o dublê de empresário Rudilei Estrela estava sumido dos palcos da política.
Em parte, o sumiço tem explicação: ele passou uma temporada preso por envolvimento em esquemas de corrupção no município de Rio Branco e, principalmente, no governo do Estado.
Amigo de longas datas do governador Gladson Cameli, Rudilei iniciou o governo como estrela ascendente.
Ousava a falar como se fosse o próprio governante do Acre, a ponto de ser classificado assim em um dos diálogos interceptados pela Polícia Federal (PF).
Estrela era tão amigos de Cameli, que a dupla transacionava carros de luxo.
Foi numa dessas transações que a tramoia veio à tona.
Rudilei Estrela, supostamente, havias adquirido um veículo modelo Pajero de Cameli. Ocorre que a dupla, por confiar demais um no outro, não fez a devida transferência do patrimônio.
Ao investigar a compra de álcool em gel superfaturada pela prefeitura da capital, a PF encontrou o veículo e as conexões que desembocaram na Operação Ptolomeu.
A Ptolomeu descobriu que Gladson Cameli poderia ser o chefe de uma organização criminosa, que supostamente surrupiou R$ 828 milhões dos cofres públicos.
Na operação, Estrela foi preso e, até hoje, Cameli não conseguiu convencer sobre a sua inocência.
Pouco mais de três meses depois, Estrela, que é suplente de deputado federal pelo Progressistas, partido do governador, surge como novidade no PSDB.
Estrela cadente e com muito a explicar à Justiça, o amigo do governador é apontado como novidade no ninho tucano.
Junto com ele há outras figuras carimbadas e sem voto, como o ex-vereador Carlos Beiruth e o secretário de Indústria e Comércio, Assur Barbary.
Uma coisa é certa: Gladson Cameli não poderá prestigiar o amigo porque a Justiça não deixa.

