BOTA PRA MOER: Prefeito Tião Bocalom tem o dever de explicar denúncias no transporte público

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Ontem, enquanto passageiros desciam de um ônibus para que o veiculo subisse uma pequena ladeira na Avenida Ceará, o prefeito de Rio Branco estava a quase 300 quilômetros de Rio Branco.

Eleito com votação expressiva, Tião Bocalom (Progressistas), com mais de um ano de mandato tem mostrado uma incompetência há muito tempo ausente da prefeitura da capital.

Desde o petista Raimundo Angelim, passando pelo também petista Marcus Alexandre e até Socorro Neri, a capital vinha experimentado bons gestores.

Bocalom, que passou quase 20 anos tentando ser eleito para alguma coisa, tratou de bagunçar.

Na campanha, o professor de matemática aposentado disse que iria “abrir a caixa preta” do transporte coletivos.

Além de não abrir nada, ele fez foi trancar ainda mais e jogou a chave dentro do rio.

Naquele momento em que os passageiros desciam, Bocalom estava em Brasileia, visitando a Dom Porquito, empreendimento incentivado desde a sua concepção pelo ex-governador petista Tião Viana.

Tião, o Bocalom, gosta de animal. A empresa que ele trouxe para fazer transporte público em Rio Branco era, há pouco tempo, uma granja.

Isso mesmo, uma granja.

Deve ser por isso que ele tenta transportar cidadãos em veículos em péssimo estado de conservação, como se animais fossem.

Ontem, também, veio a público mais uma aberração: ônibus que eram para estar circulando no Rio de Janeiro está rodando em Rio Branco.

Tem algo errado que merece ser explicado urgentemente.

Os órgãos de controle têm o dever se apurar as denúncias, sob pena de ser conivente com a situação.

Até agora, Bocalom pouco produziu.

A cidade está cheia de buracos e falta água nas torneiras dos rio-branquenses.

Pelo jeito, o “velho Boca”, como diz o seu padrinho político, o senador Sérgio Petecão (PSD), está pondo para moer na população.