VÍDEO DO ESPINHOSO – Chacrinha, o julgamento das sobras eleitorais no STF e a mudança de deputados

2–3 minutos

Não se sabe se é por preguiça ou meramente para fazer a política do Abelardo Barbosa, o Chacrinha.

Ícone da comunicação televisiva brasileira, Chacrinha dizia que estava ali para confundir e não para explicar.

Parece ser essa a intenção de parte da imprensa local.

Dito isso, vamos falar de um importante julgamento previsto para acontecer nesta quinta-feira, no Supremo Tribunal Federal.

Está na pauta e o STF vai julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade que trata da distribuição das vagas das sobras eleitorais.

A ADI foi propostas pelo Podemos e pelo PSB.

Inicialmente, se forem aceitos os argumentos, sete deputados federais perderão os mandatos.

Mas a história não se resume a este número.

Na verdade, refeitas as contas, estima-se que 49 deputados ficarão sem mandato e outros 49 ocuparão as suas cadeiras.

Isso significa quase 10% das cadeiras na Câmara dos Deputados.

A ADI discute a distribuição das sobras eleitorais na definição de cadeiras dos candidatos às eleições proporcionais, o que significa que, dependendo do resultado do julgamento, as mudanças se estenderão às assembleias legislativas.

Pela legislação, um partido recebe as sobras se alcançar o mínimo de 80% do quociente eleitoral e um candidato receba nas urnas pelo menos 20% desse quociente.

O que o PSB e o Podemos pedem é que todos os partidos possam dividir as sobras eleitorais, sem levar em conta o quociente eleitoral.

Pela quantidade de gente que pode sair e entrar, logo se percebe que não se trata de coisa fácil.

Bem informado, o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, trouxe a informação de que o presidente da Câmara, Arthur Lira, entrou em campo para que o julgamento não aconteça.

“Arthur Lira anda irritado com a ADI. Além de considerar uma interferência indevida, ele avalia que o STF estaria alterando uma regra aprovada pelo TSE para as eleições de 2022”, escreveu Jardim.

O presidente da Câmara já teria conversado com alguns ministros.

Ele trabalha para alguém pedir vista, a fim de adiar o julgamento por mais alguns meses.

Já há três ministros que votaram.

Antes de se aposentar, Ricardo Lewandowiski votou a favor da ADI, mas com os efeitos a partir das eleições deste ano.

Gilmar Mendes e Alexandre Moraes querem os efeitos a partir das eleições de 2022.

André Mendonça pediu vistas.

Se a ADI tiver a maioria dos votos, no Acre ficarão sem mandato Ghelen Diniz, Eduardo Velloso e Roberto Duarte.

Entram Perpétua Almeida, Minoru Kinpara e Jéssica Sales.

Convenhamos, a nossa representação melhorará muito.

Expliquei ou confundi?

Fui.

Um forte abraço e um cheiro do Rosas.