“O Alto Acre voltará a ser o berço da agroindústria”, garante Jorge Viana em encontro com produtores rurais em Epitaciolândia

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O Alto Acre destacou-se na última década como a região de maior produção de aves e suínos com apoio dos governos do Partido dos Trabalhadores. Contudo, os produtores rurais que estiveram nesta sexta-feira, 16, em ato que reuniu a categoria em Epitaciolândia, denunciaram ao candidato ao governo do Acre, Jorge Viana (PT) que amargam dias de abandono e descaso por parte dos governos do Estado e federal.

“É lamentável o abandono que sofrem nossos produtores aqui no Alto Acre. Eles estão sofrendo com os preços altos das contas de energia elétrica. E energia elétrica é fundamental para o bom funcionamento das granjas de aves e suínos. O Leo de Brito [PT], nosso deputado federal , assumiu o compromisso de disponibilizar emenda parlamentar para ajudar a solucionar esse problema e eu também garanto que, com o Marcus Alexandre [PT] vamos auxiliar, enquanto governador e vice-governador. Vamos utilizar meios de energia alternativa, como a instalação de placas solares”, afirmou o ex-governador.

O candidato ao governo Jorge Viana lembrou que nas gestões passadas dele, de Binho Marques e Tião Viana, o Alto Acre registrou grandes avanços na infraestrutura, industrialização, produção, educação, saúde e segurança.

“Nós fomos os principais apoiadores para a implantação da Acreaves aqui na região do Alto Acre. Na gestão do Tião, ele auxiliou no processo que fortaleceu a cadeia que abastece a Dom Porquito. Agora, nossa meta é estimular os empresários a expandir seus negócios e apoiar os produtores para multiplicar a produção por pelo menos três vezes mais o que é registrado atualmente. Esse é nosso compromisso. O Alto Acre voltará a ser o berço agroindústria”, assegurou Viana.

Jorge Viana seguirá em agenda no Alto Acre, participando de encontros com apoiadores e militância em Xapuri, Brasiléia e no fim do dia retorna para Rio Branco.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →