O caos na saúde continua.
O descaso com as crianças também.
Hoje com 10 anos de vida, o pequeno Jorge Henrique de Oliveira Soares nasceu com paralisia cerebral aguda não evolutiva.
Há dois meses deu entrada na rede pública de saúde com pneumonia.
No hospital, foi internado na UTI, onde foi contaminado por bactérias e fungos.
Na UTI, construiu bronquiolite e não saiu da entubação.
Diante da situação, foi submetido à uma traqueostomia de urgência.
O sofrimento de Jorge Henrique permanece.
Há mais de 10 dias, a sua mãe, Rogilcia Melo espera que o pequeno seja submetido à uma cirurgia gastro, mas vem sendo enrolada pela burocracia.
A direção do Hospital da Criança alega que a cirurgia não foi realizada por má vontade da médica.
Este Portal tem áudio creditado à médica Fernanda Lage, que relata uma situação diametralmente opostas à informada pelo diretor.
As crianças foram transferidas para o Into e estão em situação precária.
Os profissionais se debatem para atender, mas não dispõem da condições mínimas para fazer o atendimento.
Veja o vídeo:
Rogilcia Melo, que é mãe de outros filhos, clama por ação do governo para que o seu amado filho possa ser cirurgiado e possa voltar para casa.
Ouça o áudio:
Durante a semana, a fisioterapeuta Joelma Dantas trouxe a público a situação caótica vivida pelas crianças que necessitam de atendimento na rede pública.
Théo, o filho de Joelma, morreu por omissão e falta de atendimento adequado. Ele tinha 10 meses de nascido.
Outras nove mãe também perderam os seus filhos da mesma forma.
O fato foi debatido na Assembleia Legislativa.
Até agora, mesmo vendo a gravidade da situação, a Promotoria da Saúde do Ministério Público do Estado não se posicionou.
O governador Gladson Cameli, que passou quase 15 dias na Europa, retornou ao Acre e, em vez de tomar providências, resolveu dançar na dor das mães ao dizem que estão querendo politizar as mortes.
Segundo a mãe de Jorge Henrique, outras duas crianças estão na mesma situação esperando cirurgia.
No início desta semana, este Portal obteve documento informando que as cirurgias pediátricas estavam suspensas na Fundhacre.
