Frente ampla e exemplo de vizinhos: como PT lidera na 2ª maior cidade do RJ

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Igor Mello, do UOL, no Rio

Após surpreender e liderar com folga a disputa pela Prefeitura de São Gonçalo —cidade com mais de 1 milhão de habitantes na região metropolitana do Rio—, o PT espera vencer no 2º turno e dar visibilidade a projetos sociais formulados na vizinha Maricá, governada pelo partido há 12 anos como uma espécie de laboratório social.

A receita do PT para construir uma candidatura competitiva em São Gonçalo passou por tirar do papel a tão falada frente ampla e usar projetos bem avaliados de cidades vizinhas com governos de esquerda como plataforma eleitoral.

Foi necessária também uma boa dose de pragmatismo, a começar pela escolha do candidato

O médico Dimas Gadelha foi secretário de Saúde na gestão do atual prefeito José Luiz Nanci (Cidadania), mas rompeu com ele e se lançou candidato a deputado federal em 2018 pelo DEM. Gadelha foi então convidado por Washington Quaquá —ex-prefeito de Maricá e principal cacique petista no Rio— para ingressar no PT.

Uma costura entre Quaquá e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), viabilizou que PT e PDT estivessem na mesma chapa, ao contrário do que ocorreu no Rio.

Na campanha, Gadelha apostou em programas sociais implantados por Quaquá em Maricá, como uma moeda social —mecanismo de transferência de renda que privilegia o comércio local— e linhas públicas de ônibus com tarifa zero.

Também prometeu investimentos em segurança pública, como a implementação de 500 câmeras na cidade, nos mesmos moldes do que foi feito por Rodrigo Neves em Niterói. O mote da campanha não poderia ser mais claro: “Maricá e Niterói juntas por São Gonçalo”. Enquanto Maricá e Niterói vivem um momento de bonança

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CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →