Assinada pelo jornalista Robson Bonin, a coluna Radar, da Revista Veja, trouxe nota que revela o quanto o governo do Acre é irresponsável com o dinheiro público e, principalmente, com os estudantes da rede pública de ensino.
Segundo o jornalista, o Ministério Público Federal (MPF) abriu, na semana passada, um inquérito para investigar possíveis irregularidades na aquisição e fornecimento de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar da rede pública estadual do Acre.
Ainda segundo Bonin, o órgão mira a existência de dano ao erário e vai buscar, com o inquérito, a recomposição dos cofre públicos.
O caso foi investigado na Operação Mitocôndria.
Essa operação foi deflagrada em 2020 pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Acre, e investigou um esquema de superfaturamento, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na compra de merenda escolar pela Secretaria de Estado de Educação.
Auditoria da Controladoria-Geral do Estado apontou gastos de cerca de R$ 19,5 milhões sem a comprovação efetiva da entrega dos alimentos.
Na época, a Delegacia de Combate à Corrupção funcionava plenamente.
O procedimento teve início no Ministério Público Estadual, que declinou competência da atribuição para a esfera federal.
Na época, A Delegacia de Combate à Corrupção, o Departamento de Inteligência (DI), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), cumpriram sete mandados de prisão temporária; 20 mandados de busca e apreensão nas sedes de quatro empresas na capital, Tarauacá e Xapuri, além dos depósitos de merenda escolar da Secretaria de Educação em Rio Branco, Tarauacá, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul.
Entre as práticas cometidas haviam produtos e itens com qualidade inferior ao contratado ou em quantidade menor, além falsificação de documento público, falsidade ideológica e associação criminosa.
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