Ex-governador do Acre aposta em recursos e ventila bastidores sobre suposta liminar do ministro Gilmar Mendes; jornalista aponta entraves por supressão de instância.
RIO BRANCO (AC) – Condenado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a uma pena de 25 anos e 9 meses de prisão, o ex-governador do Acre, Gladson Cameli, surpreendeu o cenário político ao manter publicamente suas pretensões eleitorais. Em recente agenda na região do Juruá, Cameli declarou que pretende disputar uma vaga no Senado Federal, minimizando sua atual condição de inelegibilidade e classificando os desdobramentos de sua condenação como “especulação”.
O posicionamento do ex-gestor — condenado por crimes que incluem a chefia de uma organização criminosa — gerou forte reação na mídia independente local. Em análise veiculada pelo Portal do Rosas, o jornalista responsável ressaltou o tom desafiador de Cameli diante das decisões judiciais. Ao ser questionado sobre os impedimentos legais, o ex-governador limitou-se a dizer que “o amanhã será a resposta para tudo”.
A estratégia dos Embargos e o vácuo de agosto
No momento, a defesa de Gladson Cameli tenta reverter ou atrasar os efeitos da decisão por meio de Embargos de Declaração protocolados no próprio STJ [02:01]. No entanto, a estratégia enfrenta um gargalo temporal. Com o recesso do Judiciário em julho, o recurso já se encontra pronto para julgamento, mas não foi incluído nas pautas publicadas das sessões de agosto da Corte Especial (agendadas para os dias 5 e 19).
Diante desse cenário de paralisia temporária no STJ, começaram a circular nos bastidores políticos locais rumores alimentados pelo próprio ex-governador de que uma intervenção direta vinda de Brasília poderia mudar o rumo do processo. De acordo com o comentarista do Portal do Rosas, Cameli estaria afirmando a interlocutores que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), irá lhe conceder uma medida liminar para garantir seus direitos políticos.
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