Sempre digo que, felicitações à parte, a gente começa o ano novo com problemas e dívidas velhos.
Seria bom se tudo que nos aflinge ficasse para trás, que virasse fumaça como as luzes dos fogos que enfeitam o céu na virada do ano.
No campo pessoal, cada um de nós terá um ano de grandes dificuldades, de luta pela sobrevivência.
Teremos vitórias e perdas.
No curso normal da vida, talvez alguns nem cheguem ao próximo ano novo.
Mas não decidi fazer o texto para falar de questões pessoais.
Quero falar do nosso Acre.
Um Acre que, em outubro, vai renovar os seus prefeitos e vereadores.
O Estado vai respirar eleição.
Promessas não faltarão.
É um Acre que iniciou 2024 com as mesmas incertezas de 2021, 2022 e 2023.
Falo de incertezas, principalmente, sobre o futuro do seu governador, que carrega nas costas acusações graves feitas pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ratificadas, até agora, pelo Superior Tribunal de Justiça, o STJ.
A imprensa bem paga se esforça para dar ares de normalidades, mas não há nada normal.
No fim do ano, numa espécie de indulto natalino, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Roberto Barroso permitiu que o governador se confraternizasse com os seus irmãos.
O fato foi divulgado como vitória, o que está longe de ser.
O “indulto”, entre aspas, teria validade até o dia primeiro, mas o governaador voltou antes.
Não há uma foto dos três irmãos se confraternizando.
Eu tive a informação de que no segundo domingo de 2024, a revista eletrônica de maior audiência do país vai levar ao ar uma reportagem nada abonadora sobre o nosso Acre.
Não será Fantástico para a nossa imagem.
Por outro lado, a Polícia Federal prometeu apresentar mais três denúncias nos próximos dias.
Está marcado para o dia 22 fevereiro o julgamento do pedido afastamento do governador na Corte Especial do STJ.
Mais um fato inédito na terra de Plácido de Castro.
O governador não sabe quem foi o herói da chamada Revolução Acreana.
Percebam o nível…
Já passa da hora de haver uma definição dessa novela com mais de 22 mil páginas e infindáveis capitulos chamada Operação Ptolomeu.
Enquanto isso, a propaganda oficial do governo vende o Acre como um estado de oportunidades.
Oportunidade para quem?
Segundo dados apurados pelo IBGE, somente em 2022, o Acre perdeu oito por cento da sua população.
Isso equivale a quase 77 mil pessoas que foram buscar oportunidades em outros estados.
Somemos com outros tantos que foram tentar a sorte fora do Acre no agora velho 2023.
Triste.
Enquanto isso, o governador segue dançando porque o show tem que continuar.
