O que acontecia somente sob o ponto de vista metafórico, aconteceu efetivamente esta semana: o Acre ficou sem governador.
A última vez que Gladson Cameli (Progressistas) foi visto no Acre aconteceu na segunda-feira, sala de embarque do aeroporto internacional de Rio Branco.
Nas páginas oficiais do governo não há nenhum registro oficial da viagem de Cameli.
Mas sempre é possível seguir o rastro deixando na Casa Militar, onde diárias pagas a dois ajudantes de ordem revelam que o governado foi a Brasília.


Fotos obtidas pelo Portal do Rosas também mostram Cameli antes de embarcar.
Gladson Cameli, porém, viajou deixando o Estado acéfalo.
O vice-governador Wherles Rocha não foi notificado sobre o deslocamento e não assumiu, mesmo estando no Acre.
Informações não oficiais dão conta de que o governador foi se reunir com os seus advogados em Brasília.
Ele é acusado pela Polícia Federal de ser chefe de uma organização criminosa que desviou mais de R$ 800 milhões dos cofres públicos.
Segundo fonte, o processo, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) caminha celeremente e pode ter desfecho nos próximos dias.
A ministra Nancy Andrighi teria submetido os autos à manifestação do Ministério Público Federal.
Advogado consultado pelo Portal afirma que o desfecho tem tudo para ser desfavorável a Gladson Cameli, em razão das fortes evidências do cometimento de atos ilícitos.
Para não ficar a impressão de que Cameli está usando dinheiro público para ir tratar da sua defesa, ele bem que poderia inventar uma agenda em Brasília e mandar a sua imprensa publicar.
