Olá, meu amigo!
Olá, minha amiga!
Publiquei no www.portaldorosas.com.br uma matéria que considero relevante e que merece atenção dos órgãos de controle.
Falo do anúncio da construção do Centro Administrativo pelo governo do Estado.
Não há qualquer questionamento sobre a necessidade da obra.
O ex-governador Tião Viana chegou a dar passos para que isso acontecesse, mas seria num formato diferente.
O governo não desembolsaria um real, porque o Centro seria construído pela iniciativa privada.
O projeto não andou.
Agora voltou noutro formato.
O problema nessa empreitada do governo Gladson Cameli parece outro.
Como eu publiquei no Portal do Rosas, há indícios de que a licitação vem com cartas marcadas.
O próprio governador publicou fotografias no Instagram com representantes da empresa, o que abre margem para todo tipo de interpretação.
Não é uma obra de valor qualquer.
Custará, inicialmente, trezentos milhões de reais.
A empresa que caminha para vencer a licitação, marcada para o próximo dia treze de janeiro, é de São Paulo.
Segundo funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Regional, representantes da empresa estão dando pressão para correrem com o projeto.
Numa coisa dessas, é imperioso que haja mais transparência.
Por isso, uma obra dessa magnitude tem que ter acompanhamento dos ministérios público estadual e federal, pois envolve recursos públicos da duas instâncias.
É inaceitável que haja qualquer indício de irregularidade.
Pelo Brasil a fora há exemplos de escândalos envolvendo obras desse tipo.
Em Minas Gerais, o ex-governador e atual deputado federal Aécio Neves, do PSDB, foi indiciado pela Polícia Federal, junto com mais dez pessoas, por ilegalidades nas obras do Centro Administrativo daquele estado.
Inicialmente, a construção da Cidade Administrativa foi orçada em R$ 900 milhões. O Tribunal de Contas do Estado afirma que o custo da obra passou de R$ 1,8 bilhão.
Pelo menos um dos indícios de ilegalidade encontrado no governo de Aécio Neves está explícito nos trâmites do processo no Acre.
Trata-se do possível direcionamento da empreiteira que tem tudo para ganhar a licitação, se os órgãos de controle não agirem.
Outra localidade onde a construção de Centro Administrativo parou na Justiça foi no Distrito Federal.
Construindo em 2014, pelo então governador petista Agnelo Queiroz, o Centro até hoje não foi ocupado.
Segundo o Ministério Público, o prédio não possui os documentos necessários para a ocupação.
Agnelo Queiroz, que excluiu a necessidade do documento para o prédio, foi condenado definitivamente por improbidade administrativa.
Os exemplos vêm de fora.
Será que o governador irá correr o risco?
Será, também, que os órgãos de controle ficarão esperando a licitação acontecer para agir?
Amanhã a gente fala sobre eleição.
Não dá para ficar omisso quando vemos o que pode acontecer com o dinheiro público.
Só para lembrar, foi no Portal do Rosas que as primeiras vieram à tona os primeiros escândalos no atual governo.
Quem lembra da Murano Construções?
O Portal do Rosas denunciou o escândalo no Depasa, onde o então diretor-presidente pagou mais de meio milhões de reais à empresa da sua família.
Foi preso.
Outro esquema denunciado foi o da compra de computadores superfaturados pela Secretaria de Estado de Educação e Esporte.
O Tribunal de Contas do Estado comprovou o superfaturamento de quase três milhões de reais.
Fui?
Forte abraço.
