Com exército dividido e sem ações de governo para mostrar, apoio de Gladson atrapalha mais do que ajuda

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Ao contrário da maioria das pessoas, não vejo com euforia o declarado apoio do governador Gladson Cameli a candidatos a prefeitos.

Os anúncios desses apoios são publicados como se eles, por sí só garantisses a vitória do ungido.

Mas não é bem assim.

Vejo com maior ceticismo, ainda, o apoio à prefeita Socorro Neri, em Rio Branco.

Explico.

Gladson Cameli não é resultado apenas dos seus predicados políticos, intelectuais e de liderança.

Na verdade, predicados intelectuais e de líder são tudo o que ele não tem.

O governador é daqueles que tem poder, mas é órfão de autoridade.

Poder e autoridade são coisas bem distintas.

Ele é a soma de vários fatores.

Um deles foi o desgaste do material da Frente Popular do Acre, que era liderada pelo PT.

A outra foi a onda conservadora que tomou conta do país nas eleições de 2018.

Mas, mesmo contando com a coladoração desses fatores, Gladson não teria chegado ao governo sozinho.

Ele precisou juntar vários partidos e lideranças para galgar ao cargo de governador.

Em dois anos, onde estão esses partidos e lideranças?

Respondo: todos estão em palanques opostos.

Fraco como líder, Gladson não conseguiu manter os aliados ao seu entorno.

Por isso, preferiu ir buscar guarida em quem foi, em tese, sua adversária.

O exército que elegeu Gladson está dividido.

Gladson incentivou a divisão. 

Como dividido está o governo.

Como o governo é dividido, fatiado, será que os indicados pelo MDB votarão em Roberto Duarte ou em Socorro Neri?

As indicações do PP e do PSD irão com a candidata do governador ou com Tião Bocalom?

Aqueles que foram acomodados em cargos na administração pública pelo vice-governador Wherles Rocha serão  leais ao ex-tucano ou ao governador?

Gladson não garante nem os votos daqueles que nomeou à sua candidata.

Você já tinha parado para pensar nisso?

E não é apenas o exército dividido que deve ser visto.

Vamos à ações do governo desde janeiro do ano passado.

Será que essas ações lhe dão o respaldo para apoiar alguém?

Penso que não.

O governo Gladson Cameli foi bom para os servidores públicos?

Não, claro que não!

Chegou, inclusive, a colocar a policia contra os servidores.

Tirou vantagens e instalou o temido ponto eletrônico nas repartições.

Nem recebe representantes de servidores.

A Educação sofre.

Alunos e professores não sabem o que virá no futuro, porque não há ação no presente.

A maior secretaria do Estado tornou-se celeiro de escândalos de corrupção.

Como está sendo o desempenho na segurança pública?

O domínio da facções nos bairros aponta que o especialista se especializou na incompetência.

E prometeram trazer a sensação de segurança em trinta dias.

Quais foram os investimentos no agronegócio feito até agora?

Alguém sabe?

Alguém viu?

E Gladson se elegeu prometendo abrir o Acre para o desenvolvimento.

Teve até uma história de rondonizar o Acre.

Vamos à construção civil, um dos setores que mais emprega no país.

Cadê as obras anunciadas.

Desde que assumiu, Gladson já anunciou um bilhão e oitocentos milhões de reias em obras.

As poucas que foram executadas tiveram direcionamento para empresa do Amazonas e de parente do governador.

Vamos falar de Saúde.

A Saúde é caótica. 

Faltam medicamentos e profissionais em todas as unidades.

Infelizmente para a população, a pandemia da Covid-19 conseguiu escamotear toda a fragilidade de uma administração que vive de rompantes e discursos vazios.

Gladson se notabilizou por ter pouco apego à palavra empenhada. 

Por fazer promessas para não serem cumpridas.

Promessas essas que voltou a fazer, principalmente de obras, nesse período pré-eleitoral.

Uma obra anunciada é o viaduto no centro de Rio Branco.

Esse viaduto, aliás, não nasceu no seu governo.

Tem uma história bem escabrosa que merece ser contata, principalmente na contratação do projeto.

Estou juntado mais documentos para contar tudo direitinho.

Gladson Cameli ganhou a eleição prometendo muito, mas fez pouco.

A única ajuda que poderia emprestar a quem apoia seria a financeira.

Mas dizem que ele não é afeito a meter a mão no bolso.

Em todo caso, não custa nada a justiça eleitoral e os partidos adversários ficarem atentos, tudo pode acontecer.

Isso se já não tiver acontecendo.

Porque, se depender do que fez como governador, o apoio de Gladson Cameli atrapalha mais do que ajuda.

Embora, é bom que diga, o vencedor do momento, seja quem for, sempre pareça invencível. 

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →