Poronga – Anos de trevas e ditadura nunca mais

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Há datas que, por piores que sejam, merecem ser relembras para que não incorramos no erro de tentar repeti-las.
São coisas que marcam gerações,
Que atrasam o trem da história.
Que freiam o debate democráticos na sua plenitude.
Falo sobre o dia 31 de março e o 1º de abril, o Dia de Mentira.
Há 62 anos se instalou, por longos 21 anos, a Ditadura Militar no Brasil, com aval do governo norte-americano.
Vivi praticamente toda a minha infância e juventude sob o jugo desse regime ditatorial.
Tinha consciência da gravidade porque, felizmente, sempre fui um leitor voraz.
A leitura me salvou da escuridão proporcionada pela ignorância.
Ao passo que lembro dos ditos anos de chumbo, é impossível não recordar o 8 de janeiro de 2023, quando um turba de golpistas invadiu as sedes dos três poderes da República pedindo uma intervenção militar.
Revoltados com o resultado das urnas, os golpistas ocuparam frentes do quartéis pedindo que os militares para os intervirem e impedissem a posse do presidente legitimamente eleito pelo voto popular.
Como ignorar um bando de fanático batendo continência para pneu?
Colocando aparelho celular nas testa aguardando providência divina?
E a inesquecível cena de um maluco trepado na frente de um caminhão?
Felizmente as instituições funcionaram.
Muitos desses golpistas foram presos.
Inclusive o maior de todos: Jair Messias Bolsonaro.
Mas é um engano achar que a democracia está salva.
O risco permanece, inclusive com o apoio da mídia corporativa.
Recentemente, o filho do presidiário Jair, o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro, discursou para uma plateia de extrema-direita nos Estados Unidos.
Praticamente propôs entregar o Brasil aos interesses norte-americanos.
O governo de Donald Trump vai tentar interferir na nossa soberania.
O pior é saber que os ditos patriotas concordam com a entrega.
É tempo de reforçar a luta.
Ditadura nunca mais.