PORONGA – O que aproxima os jovens das pautas da direita e da extrema-direita

5–7 minutos

Frase: “Quanto mais próximo o colapso do Império, mais loucas são as leis”, Cícero

Os jovens e a direita 

Foi-se o tempo em que ser jovem era sinônimo de rebeldia, de se identificar com as chamadas pautas de esquerda, na luta por Justiça Social. Neste primeiro quarto do século XXI, o que temos visto é uma juventude, cada vez mais, se identificado com assuntos atinentes à direita ou à extrema-direita. 

Pesquisa AtlasIntel – cont.

Para tentar compreender essa guinada da juventude rumo às pautas ditas conservadoras, lembro que, em dezembro do ano passado, um estudo do AtlasIntel em parceria com a Bloomberg revelou que a direita aparece ligeiramente à frente da esquerda quando se olha o conjunto da população brasileira: 42% contra 40%. Mas a vantagem conservadora cresce justamente entre os mais jovens, chegando a uma diferença de até 27 pontos percentuais entre gerações.

Veja os percentuais

De acordo com a pesquisa, 25% dos baby boomers, de 61 a 79 anos, se declaram de direita ou centro-direita. O índice sobe para 34% na geração X, de 45 a 60 anos, e dá um salto entre os millennials, de 29 a 44 anos, chegando a 51%. Na geração Z, de 16 a 28 anos, a proporção permanece alta, alcançando 52%.

Distanciamento histórico

Para os especialista, um dos fatores que explicam o ‘endireitamento’ da juventude é o distanciamento histórico. As pessoas da geração X e dos baby boomers viveram durante a ditadura militar e a transição, conhecem os dois regimes muito de perto disse. Os jovens, por sua vez,  não conhecem nada, conhecem só de ouvir falar. Isso, naturalmente, gera percepções distintas sobre a democracia, o autoritarismo e riscos políticos.

Ambiente informacional 

Outro ponto destacado por quem estuda o tema é o ambiente informacional. É que, nos dias atuais, a informação sobre política geralmente é mediada, e isso mudou muito. Significa que,  enquanto gerações mais velhas se formaram sob o domínio da grande imprensa, jovens cresceram na internet e nas redes sociais, onde há uma ‘pluralidade maior’ e mais espaço para discursos de extrema direita. 

Precarização do trabalho 

Um terceiro fator é a precarização do trabalho. Para os estudiosos, essas gerações mais novas estão submetidas a condições de trabalho muito mais precarizadas, sobrou só a uberização. Essa realidade, por sua vez,  alimenta frustração e ceticismo. Faz com que as pessoas tenham muito mais insegurança, achando que o governo não resolve porque, de fato, o governo não consegue resolver problemas dessa monta. 

Absurdo como isca

Lamentavelmente, o que temos observado é que quanto mais polêmico e agressivo, o candidato de direita tende a ganhar força entre os eleitores de até 40 anos. Os verdadeiros absurdos proferidos tendem a funcionam como “isca”, capazes inclusive de “furar a bolha” e alcançar novos públicos. Pela lógica das redes, os jovens criam comunidades engajadas em um objetivo comum – a derrubada daqueles que estão no poder.. 

Soldados nas redes

A cada dia, a cada eleição, os discursos antissistema ganham impulso utilizando a lógica do funcionamento das redes sociais muito mais apurada, conseguindo transformar seguidores em soldados que trabalham pelos recortes de vídeos. É preciso compreender o que está em curso para dialogar com a juventude. 

Emenda da cultura

Semana passada, se falou muito sobre uma emenda do deputado federal Eduardo Velloso para Sena Madureira, que acabou sendo destinada ao um hospital pertencente à família do parlamentar. Foi esquecido de mencionar um detalhe: o recurso era para a cultura.

Cirurgias culturais 

O percurso desse dinheiro serve para a gente fortalecer a ideia de como a destinação de emendas deve ser fiscalizada. Afinal, como explicar que um recurso originariamente destinado à cultura, provavelmente um show, acabou sendo utilizado para fazer cirurgia? 

Pior opositor

Estou convencido de que Emerson Jarude é o pior opositor de Gladson de Lima Cameli. A oposição não se dá pela atuação politica do deputado do sobrenome árabe. Ele ataca ao Dancinha pelo coração. É de matar…

Pressão ou loucura

No meio politico o anúncio da pré-candidatura de Tião Peixão Bocalom é visto, num primeiro momento, como pressão a aliados. Mas, segundo essas mesmas pessoas, caso ele renuncie, o gesto passa a ser tratado como loucura.

Viver e ver

A gente viver muito é importante para ver coisas que impensáveis. No fim semana, em Xapuri, o prefeito de Rio Branco, Tião Peixão Bocalom, saiu com essa frase: “Xapuri é a terra de Chico Mendes. A marca Chico Mendes está no mundo inteiro”. Só falta ele virar ambientalista. 

Inteligência do Gladson

Quem me acompanha, sabe que sou o maior adversário de Gladson de Lima Cameli. Até mais do que muitos que detém mandatos. Mas não posso me furtar de reconhecer uma qualidade: ele é inteligente na mexida de peças no tabuleiro da política acreana. 

Vaidade de Bocalom

Nas eleições de 2024, o governador Dancinha compreendeu que não teria chances de vitória, caso continuasse bancando a candidatura do seu amigo Alysson Bestene a perfeito. Recuou, colocou o seu ‘Leitãozinho’ na condição de vice e apostou na vaidade de Tião Peixão Bocalom. Está ganhando a aposta.  

Mãos beijadas 

Confiando numa liderança que não tem, Peixão Bocalom anunciou que pretende concorrer ao governo nas eleições de outubro. Ao menos por enquanto, caminha para ficar  sozinho. Talvez não tenha nem legenda para concorrer. A aguardar… 

Ele não entende

Talvez Peixão Bocalom ignore que a sua suposta liderança tem pés de gelo. Ele venceu a primeira vez para prefeito porque o senador Sérgio Petecão estava com o prestígio em alta e lhe colocou no posto. Na reeleição, teria amargado a balsa se Gladson de Lima Cameli não tivesse os seus interesses e colocado a máquina do governo na pista. 

Favor ao povo

A minha opinião é que Peixão Bocalom fará um favor ao povo, caso renuncie. Não que eu confie na capacidade de Alysson Bestene de fazer uma gestão inovadora e comprometida com os interesses da população. Mas tenho certeza de uma coisa: haverá leveza na forma de administrar. 

Faltou público – foto

Secretários do Peixão Bocalom até mandaram mensagens à lideranças comunitárias convidando-as para prestigiar ao anúncio da pré-candidatura de Peixão Bocalom. O clamor não foi atendido. Faltou público para preencher o minúsculo auditório da Acisa. Os jornalistas presentes salvaram o prefeito do mico. 

Voando alto

Alvo de inspeção pesada da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa Ortiz Táxi Aéreo foi objeto de reportagem elogiosa no principal site do Acre. Saiba que não há almoço grátis. Saiba, também, que as irregularidades contatadas irão ser apuradas com maior rigor pelos órgãos responsáveis. 

Contratos e aviões

Essa empresa não trabalha de graça. Esse é o primeiro ponto. Segundo publicado na imprensa local, já recebeu cerca de R$ 100 milhões do erário estadual. Este Espinhoso, com base em documento, trouxe a público que ao menos duas aeronaves operam como táxis aéreo sem o devido licenciamento da Anac.

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