Rio Branco vive uma epidemia de dengue, Zika e Chikungunya.
Não bastasse males antigos, apareceu até uma tal virose da mosca.
Diante da situação, o governo do estado decretou situação de emergência, o que é um risco porque permite comprar e contratar sem licitação.
O histórico do governo não aponta o justo caminho da honestidade.
Por outro lado, o que está fazendo o prefeito Tião Bocalom?
Não parece preocupado com a epidemia e muito menos com a saúde da população.
Enquanto as unidades estão abarrotadas de pessoas doentes, Bocalom está negociando a Secretaria Municipal de Saúde com grupos políticos.
Isso seria a melhor hora?
Quer um segundo mandato para fazer o que vem fazendo no primeiro: muita bobagem.
Oficialmente se fala na negociação com o deputado federal licenciado Eduardo Velloso.
Velloso é um empresário da saúde na política.
É médico oftalmologista.
Afastou-se do mandato para dar espaço a outro médico negociante chamado Fábio Rueda.
Nada vem por acaso.
O pernambucano Fábio Rueda chegou ao Acre por meio da Hemocárdio, empresa que tem a esposa de Velloso como sócia.
Outra médica.
Caso Velloso aceitasse ser secretário, seria o melhor dos mundos para Bocalom e, principalmente, para Rueda, que ficaria mais tempo como deputado federal.
Fábio Rueda é o comandante do União Brasil em nível municipal.
Trava uma guerra pelo controle da legenda com o senador Alan Rick.
Mas há outros personagens em campo.
Um certo senador que gosta de orçamento secreto está de olho na pasta.
Melhor dizendo: nas emendas destinadas à saúde municipal.
Esse povo é doente por dinheiro público…
Esse senador quer emplacar um parente da sua ex-esposa como secretário.
O jogo é bruto.
Tem mucura querendo “pastora” o galinheiro.
O pior é que a atual secretária, que não goza de padrinho político, é uma das poucas gestoras que merecem destaque positivo na administração municipal.
Faz um esforço gigante para dar respostas aos problemas inerentes à saúde do município.
Mas Bocalom não quer trabalho.
Busca voto.
Como diria o personagem Justo Veríssimo, a saúde do povo que se exploda.
Ah, quem me contou tudo foi um mosquito que estava no bico da pipira.
Felizmente não era um mosquito da dengue…
Fui.
Um forte abraço e um cheiro do Rosas.
