“É inacreditável como o Acre andou para trás”, lamenta Jorge Viana após visita ao Juruá, Tarauacá-Envira e Purus

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Assessoria

O candidato ao governo do Acre, Jorge Viana (PT) completa nesta terça-feira, 6, um ciclo de visita a sete municípios do Estado. Após cumprir agenda no Alto Acre no último fim de semana, o ex-governador seguiu para o Vale do Juruá e hoje participa de inaugurações de comitês no Jordão e Santa Rosa.

“Hoje eu completo a visita a sete municípios só aqui na região do Juruá, Tarauacá-Envira e Purus. Esses lugares vivem a marca do isolamento. É inacreditável como o Acre andou para trás”, avaliou.

Durante a passagem pelos municípios, Jorge Viana observou que há menos médicos hoje do que na época que foi governador. Acrescentou ainda que se produz menos farinha do que na época que ele foi chefe do Executivo.

“A sensação é de abandono, de tristeza. Mas há muita esperança no olhar das pessoas com a boa mudança que a política pode fazer. Jordão, Santa Rosa, Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul estão na expectativa de que o Acre volte a dar certo, a caminhar para frente e que a juventude possa ter esperança de dias melhores e os idosos possam ter paz para viver”, completou.

Jorge Viana finalizou dizendo que a política para ele, Marcus Alexandre (PT) e Nazaré Araújo (PT) não é um negócio, mas um meio de trabalhar pelo bem comum.

“Para tirar o Acre do atraso e fazer o nosso Estado prosperar de novo. É lamentável que as autoridades sequer parem para ouvir os produtores, o povo carente. As pessoas não têm acesso à educação. Como pode alguns municípios alunos do Ensino Médio estarem há três anos sem aulas. Muitas escolas estão abandonadas, assim também como estão abandonas unidades de saúde depois de uma trágica pandemia. A gente não vai permitir que isso se repita. Nós somos do trabalho e vamos fazer o Acre voltar a ser um Estado que se desenvolve”, concluiu.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →