Em Brasiléia, Jorge Viana lança candidatura e reafirma que o Alto Acre será prioridade em seu governo

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Tomado pela emoção, Jorge Viana (PT) oficializou sua candidatura ao governo em Brasiléia na noite de quinta-feira, 1, durante ato no comitê do Partido dos Trabalhadores. Também foram oficializadas as candidaturas de Marcus Alexandre (PT) como vice-governador e de Nazaré Araújo (PT) ao Senado Federal.

“Nós tivemos um dos mais bonitos atos dessa campanha que foi a abertura do nosso comitê em Brasiléia, lançando a candidatura do Joãozinho a deputado estadual. Foi impressionante ver reunida a velha guarda militante, a juventude, pessoas que têm em comum o sonho do Acre voltando a dar certo. Uma festa linda”, declarou o ex-governador.

Para Jorge, o ato virou um grande comício no qual ele, Marcus e Nazaré puderam rever apoiadores e receber da população brasileense a gratidão por tudo que as gestões petistas fizeram na cidade. “O Alto Acre voltará a ser valorizado no nosso futuro governo. Esse é meu compromisso. Aqui é a terra do meu pai Wildi Viana, da minha avó Sebastiana. No meu governo, o Alto Acre vai ter prioridade”, garantiu Jorge Viana.

O encontro no comitê do PT também marcou o lançamento da candidatura do médico Joãozinho à uma vaga na Assembleia Legislativa. O ex-governador recordou que Joãozinho coordenou as duas últimas campanhas vitoriosas no Alto Acre.

Jorge esteve também na reserva Chico Mendes, para um encontro com Anacleto e outros apoiadores. “Foi muito encontrar tantos amigos, alguns que andaram até seis horas para participar do nosso encontro. É bom saber que essas pessoas ainda têm esperança de ver a economia florestal prosperando”, avaliou.

A Caravana da Esperança também conta com a participação do deputado federal e candidato à reeleição a Câmara dos Deputados, Leo de Brito (PT); candidato a deputado federal Cláudio Ezequiel (PV) e os candidatos a deputado estadual Idézio (PT) e Cesário (PT).

“A gente é do trabalho. Agora nossa compromisso é dobrar ou triplicar a capacidade da Dom Porquito, possibilitando aos agricultores serem da classe média rural. Vamos fazer a maior revolução do agronegócio sustentável porque o Acre tem 380 mil hectares de área mal utilizada, que tem aptidão pra mecanização. Vamos simplificar licenciamento, financiamento”, assegurou Viana.

Na manhã desta sexta-feira, 2, a caravana liderada por Jorge, Marcus e Nazaré segue para Assis Brasil e a tarde chegará em Xapuri.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →