Pesquisa Ipec deixa Sena Madureira e Tarauacá fora e turbina amostragem em Cruzeiro do Sul e Assis Brasil

2–3 minutos

Podemos estar diante de um gritante caso de manipulação de pesquisa eleitoral.

Todos o indícios apontam nesse rumo.

Falo sobre a recente pesquisa publicada pela TV Acre, do grupo Rede Amazônica.

A pesquisa foi realizada pelo conceituado Ipec, o antigo Ibope.

Mas, apesar da fama do instituto, os números não resistem a um estudo mais aprofundado.

Vou explicar melhor.

Foram consultados eleitores de nove municípios do Acre.

Juntos,  Sena Madureira e Tarauacá somam mais de 58 mil eleitores.

Esse dois importantes municípios são simplesmente o terceiro e o quarto maior colégio eleitoral do Estado.

No entanto, nenhum cidadão ou cidadã dessas localidades foi entrevistado.

Estranho, não é?

Vamos para Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade acreana.

Embora seja de grande importância, a cidade da farinha tem pouco mais do eleitorado acreano, com cinquenta nove mil e quinhentos eleitores.

O Acre tem quinhentos e oitenta e oito mil, quatrocentos e trinta e três eleitores.

Ora, se o eleitorado cruzeirense é de pouco mais de 10%, o normal seria que a quantidade de questionário aplicado no município fosse de pouco mais de cem.

Mas o instituto resolveu aplicar 128 questionários.

Cruzeiro do Sul é a terra do líder da pesquisa, o governador Gladson Cameli.

Será que isso induz a algo?

Se tiraram Sena Madureira e Tarauacá do páreo, os pesquisadores resolveram fazer o levantamento em quase todos os municípios do Alto  e do Baixo Acre, deixando de fora Xapuri, que tem um prefeito fiel ao seu partido, o PT.

E surge nova confusão.

A pequena Assis Brasil tem nove mil e quinhentos eleitores, mas teve trinta e dois entrevistados.

Brasileia, que tem tem o dobro de eleitores, também teve as mesmas trinta e duas pessoas entrevistadas.

Estranho, muito estranho.

Chegamos a Rio Branco, onde está a metade dos eleitores.

O Ipec destinou 400 questionários para a capital.

Certo, não é?

Errado.

Se a pesquisa foi realizada em nove municípios, o correto é que fossem aplicados 468 questionários.

Concluo.

Essa pesquisa teve o claro fito de bombar aquele que aparece como líder.

As amostram apontam neste rumo.

Outra finalidade foi a de incentivar o voto útil em favor daquele que aparece na liderança.

Vendo que Sérgio Petecão e Mara Rocha não crescem, os seus eleitores tendem a migrar para o candidato que supostamente tem mais chance de vitória.

Se eu fosse candidato ou dirigente partidário, entraria na com questionamento na Justiça Eleitoral.

Pode até não dar em nada, mas gera dor de cabeça.

Os números estão no site do TSE para quem quiser conferir.

 Vida que segue.

 Fui.

 Um forte abraço e um cheiro do Rosas.

 

 

 

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →