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Ação de Investigação Eleitoral pede cassação da chapa

Olá, bora porongar?

A eleição para o governo do Acre, a não ser que aconteça uma grande reviravolta, está praticamente decidida. Mailza Assis Cameli, que nasceu no Mato Grosso do Sul, pode ser a primeira mulher eleita governadora no Acre.

É claro que a sua turma terá que gastar um pouco mais de dinheiro.

É ingenuidade imaginar que a votação que obteve foi apenas porque fez o uso da pedagogia correta. O que a levou à liderança foi a matemática financeira: a compra escancarada de votos.

Será necessário montar um esquema de recompra. Outros milhões de reais irão às ruas. Resta saber de onde sairão.

Passada a eleição, o problema de Mailza Assis Cameli será com a Justiça.

O primeiro e grande problema é que ela dificilmente comprovará que cursou Pedagogia. Eu trouxe o caso a público e, recentemente, encontrei até um histórico escolar visivelmente falso. Pelo histórico, a governadora teria concluído o curso em junho deste ano. Ao perceberem a cagada, retiraram o site do Instituto do ar. Era tarde.

Apresentar certificado escolar falso é crime e gera cassação. Vai acontecer isso, com certeza.

Há outra ação tramitando na Justiça Eleitoral. Trata-se de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a inelegibilidade e a cassação da chapa de Mailza Assis Cameli.

O processo foi protocolado pelo senador Alan Rick e pela Coligação Trabalho da Esperança. A governadora é acusada de desvio de finalidade, uso indevido de servidores comissionados em horário de expediente e forjamento de atos oficiais.

A ação foi apresentada perante o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) e coloca sob grave questionamento legal a campanha de reeleição da governadora. A peça acusatória aponta o suposto aparelhamento continuado da estrutura do Poder Executivo acreano para beneficiar a chapa majoritária governista, em frontal desrespeito à paridade de armas e à moralidade administrativa.

O processo está sob a relatoria e condução da Corregedoria Regional Eleitoral. É atribuída às candidatas Mailza Assis da Silva e sua vice, Jéssica Rojas Sales, a prática de abuso de poder político e desvio de autoridade.

A petição inicial documenta uma série de episódios ocorridos entre agosto e setembro de 2026 que, segundo os autores, demonstram a cooptação da máquina estatal para a produção de conteúdo e apoio operacional na campanha eleitoral. Vamos a alguns:

Além dos atos diretos de campanha, a ação destaca o que classifica como estratagemas sistemáticos de ocultação e cobertura retroativa, apontados como agravantes da conduta, tais como:

Os advogados da causa requerem a notificação das representadas no prazo legal de 5 dias, além da requisição de provas documentais sigilosas e metadados no sistema SEI (como registros de IP, carimbos de data/hora e logs de alteração), bem como os cartões de ponto dos servidores envolvidos junto à SEAD, SECOM e Casa Civil.

A ação requer:

O processo aguarda o cumprimento das diligências preliminares e a manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral (MPF/MPE), que atua na condição de fiscal da lei (custos legis).

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