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O naufrágio do Palácio: Mailza pula do barco de Gladson enquanto o Acre assiste a um teatro de comadres no horário eleitoral

Picsum ID: 822

A política acreana raramente decepciona quando o assunto é o vale-tudo pelo poder, mas o que vimos recentemente no cenário eleitoral ultrapassou a linha da disputa partidária e entrou de cabeça no terreno do salve-se quem puder. Nos bastidores, o que se comenta é um só: o Titanic tucano/progressista bateu no iceberg da Justiça Eleitoral, e os ratos já começaram a abandonar o convés.

Enquanto a Justiça Eleitoral carimba a previsível inelegibilidade do ex-governador Gladson Cameli — rebatizado pela crônica política mais ácida como o patrono da corrupção local —, o circo dos debates televisivos segue garantindo o entretenimento de quem não tem o que fazer. Tivemos o festival de lugares-comuns de sempre: promessas requentadas de produção e emprego que não resistem a cinco minutos de auditoria nas contas públicas.

Mas o verdadeiro espetáculo grotesco não veio das velhas raposas. Veio da atual inquilina do Palácio Rio Branco.

“Como não? Se há poucos dias ela dizia que era o governo da continuidade, que Gladson Cameli era seu grande aliado… Ninguém larga a mão de aliado. A senhora largou a mão do seu principal padrinho eleitoral.”

A governadora em exercício Mailza Assis conseguiu a proeza de protagonizar o momento mais surreal do debate. Munida de cadernos, anotações e uma performance que desafia o bom senso — com direito a questionamentos sobre a validade do seu próprio diploma de pedagoga —, a mandatária decidiu que era hora de amputar o próprio passado recente.

Diante da condenação de Cameli, Mailza simplesmente jogou a pá de cal sobre a aliança que a colocou onde está. O que antes era o “governo da continuidade” e a “parceria inquebrantável”, virou convenientes “não tenho participação nisso”. É o clássico salve-se quem puder institucional.

Neste tabuleiro enlameado, é preciso desenhar para entender para onde aponta a bússola dos interesses:

A tentativa desesperada de Mailza Assis de fingir que caiu de paraquedas na gestão do próprio aliado não vai colar nem com o eleitor mais desatento. A quem interessa manter essa farsa de que a continuidade existe apenas quando convém, mas a culpa é solitária quando o navio afunda?

Até quando o contribu Ganhador vai financiar esse teatro de quinta categoria onde a única certeza é a impunidade dos donos do poder? A conferir os próximos capítulos — e os próximos mandados da Justiça.

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