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Gladson Cameli foi condenado, mas 12 acusados no Case Murano não foram nem denunciados pelo MP do Acre.

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Olá, bora porongar?

 

Eu estou no jornalismo acreano há mais de trinta anos.

 

Entrei na área meio por acaso.

Incentivando por um amigo.

Ser jornalista não estava na pauta da minha vida.

 

Esse meu amigo sempre dizia:

 

“Rapaz, tu questionas tanto, por que não escreves”.

Esse amigo se chama Józimo de Sousa, que era editor do jornal A Gazeta.

 

Os meus primeiro artigos foram marcados pelas polêmicas que geraram.

 

Até o bispo Dom Moacir Grecchi me respondeu, quanto eu escrevi um texto com o seguinte título:

 

“A Igreja, o bispo e a camisinha”.

 

O rio da vida seguiu o seu curso.

 

O meu amigo nem milita mais na área.

Eu sigo.

 

Ao longo dessa trajetória encontrei muita gente boa.

 

Embora haja muitos ruins de ofício e de caráter.

 

Dentro os bons e eu cito o Adailson Oliveira, repórter da TV Gazeta, afiliada da TV Record no Acre.

 

Ele é um baita profissional.

 

Recentemente, ele trouxe matéria sobre a Operação Ptolomeu, deflagrada pela Polícia Federal, em dezembro de 2021.

 

Lembrou que o ex-governador do Acre Gladson de Lima Cameli, a quem eu chamo de Dancinha, fora condenado a 25 anos e nove meses de cadeia pelo STJ, em regime fechado.

 

Os crimes pelos quais o Dancinha foi condenado são:

 

Organização Criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

 

Olhe aí!

 

 

Gladson Dancinha entrou com embargo de declaração que ainda será julgado pela Corte Especial do STJ.

 

Creio que não logrará êxito.

 

 

Mas Adailson Oliveira trouxe uma informação nova.

 

Os demais acusados no Case Murano, que ensejou a condenação do ex-governador, seguem sem ser importunados pela Justiça.

 

Todos desceram para a primeira instância.

Não têm foro privilegiado.

 

 

O STJ enviou os altos à Justiça Federal em dezembro de 2023.

 

A Justiça Federal mandou à Justiça Estadual.

 

Os autos estão no Ministério Público Estadual.

 

Pasme!

 

Veja o que informou o repórter.

 

 

Você viu que o processo não chegou à promotoria especializada?

 

Isso não é um absurdo.

Isso após mais de dois anos.

 

Vou dizer os nomes das pessoas que, até agora, não foram incomodadas.

 

Vamos lá:

 

 

Thiago Rodrigues Gonçalves Caetano, que era secretário de Obras na época dos fatos;

 

Gledson de Lima Cameli, irmão de Gladson Cameli;

 

Gabriel Larcher de Araújo Souza;

 

Hudson Marcelo Amaral de Souza;

 

Neirander José Pereira;

 

Rodrigo Manoel Oliveira de Souza, proprietário da Murano;

 

Gabriele Bezerra Viana;

 

Eládio Messias Cameli Júnior, irmão de Gladson de Lima Cameli.

 

João Wallas Lima de Jesus;

 

Nara Gleid Mazzaro Nascimento;

 

Ana Paula Correia da Silva Cameli, ex-esposa de Gladson Cameli.

 

A pergunta que fica é:

 

Por que tanta demora para fazer o processo andar?

 

Isso é estranho ao limite do excesso.

 

Perceba que a reportagem do Adailson Oliveira pouco repercutiu.

 

Não é para menos.

 

Nunca se pagou tanto para silenciar a imprensa.

 

De janeiro a abril deste ano, foram desembolsados onze milhões, sessenta mil, duzentos e sessenta e quatro reais e cinquenta centavos.

 

Eu preciso dizer mais alguma coisa?

 

Só posso é cobrar que o Ministério Público Estadual faça a parte dele.

 

Não é pedir demais.

 

A gente precisa de mais repórteres como o Adailson Oliveira.

 

Fui.

Um forte abraço.

Um cheiro do Rosas.

 

 

 

 

 

 

 

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