É comum ouvir que não há recursos financeiros suficientes para investimentos essenciais. Porém, contradizendo essa alegação, o governo do estado surpreende ao assinar dois contratos que ultrapassam a marca de cem bilhões de reais com a fonte 100.
Sim, você leu certo: cem bilhões de reais! E o mais surpreendente é que esses contratos serão pagos com recursos próprios, provenientes da arrecadação.
Outro ponto é o aumento do ICMS, imposto que incide sobre praticamente tudo, desde um simples alfinete até um foguete. Esse imposto subiu de dezessete para dezenove por cento, colocando ainda mais peso nos ombros da população.
E como se não bastasse, houve um aumento nos combustíveis. Agora, a cada litro de gasolina que você abastece, paga-se um absurdo de um real e vinte e dois centavos ao governo, que insiste em aumentar sua arrecadação em detrimento do bolso do cidadão.
Mas a história não para por aí. Um dos contratos mais questionáveis envolve empresas especializadas em segurança e medicina do trabalho.
O valor inicial, quase oitenta e seis milhões de reais, já causou espanto. No entanto, essa quantia parece pequena diante do novo contrato assinado com a AME (Assistência Médica Especializada). E o endereço dessa empresa, acredite se quiser, fica em uma sala de um hotel em Tarauacá.
Nos bastidores, surgem comentários sobre possíveis situações escabrosas envolvendo essa história. Quando as denúncias foram feitas, o Tribunal de Contas do Estado determinou investigações, mas o governo pareceu ignorar completamente essas suspeitas.
Existem documentos que apontam indícios de superfaturamento, os quais serão divulgados tanto aqui quanto no Portal do Rosas (www.portalrosas.com.br).
É lamentável constatar que poucas pessoas se mobilizam para denunciar e acompanhar esses absurdos. Enquanto isso, o governo do dançarino, o governador Gladson Cameli, assina um contrato de setenta e seis milhões, oitocentos e cinquenta e um mil, oitocentos e sessenta e quatro reais com a AME.
E o pior de tudo é que esse montante é proveniente de recursos próprios, da chamada fonte cem. É inacreditável ver o estado, considerado pobre como o Acre, permitindo-se assinar um contrato desse valor astronômico e brincando com a inteligência das pessoas.
Chama atenção também o fato de o contrato ter sido assinado pelo cunhado do governador, o secretário de administração Paulo Roberto Correia. Essas informações levantam ainda mais suspeitas sobre possíveis favorecimentos e até mesmo presentes luxuosos, como carrões, distribuídos entre os envolvidos nesse contrato.
Tudo isso em meio à justificativa de que, na fonte cem, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal não têm poder de atuação.
Fica a pergunta: até quando esses contratos duvidosos continuarão a ser assinados, enquanto a população sofre com o peso dos impostos? Se a fonte cem secar, certamente denunciaremos e exigiremos respostas. É hora de se levantar, fiscalizar e buscar a transparência que o povo merece.

