Receita Federal, Polícia Federal e CGU deflagram a terceira fase da Operação Ptolomeu

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A Receita Federal, em ação conjunta com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (09/03), a Operação Ptolomeu III, com o objetivo de desarticular organização criminosa responsável por crimes contra a administração pública, desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, o grupo, formado por empresários e por agentes públicos ligados ao poder executivo do estado do Acre, aparelhou a estrutura do governo para cometer crimes de corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro, desviando recursos públicos e ocultando a destinação dos valores. As primeiras duas fases dessa operação foram deflagradas em dezembro de 2021.

A terceira fase iniciou-se a partir da análise do material apreendido nas fases anteriores e concentrou-se nos atos de lavagem de dinheiro, bem como o entendimento de novos núcleos.

A partir de cruzamentos realizados pela Receita Federal, foi verificado que parte dos investigados não teria fundamento econômico-financeiro para a evolução patrimonial observada no período analisado. Também foram identificadas aparentes simulações de empréstimos e doações entre pessoas físicas e pagamentos de lucros e dividendos por empresas sem capacidade econômica, como tentativa de justificar os gastos e evolução patrimonial do período.

Na ação de hoje, estão sendo cumpridos 85 mandados de busca e apreensão nos estados do Acre, Piauí, Goiás, Paraná, Amazonas, Rondônia e no Distrito Federal. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também determinou outras medidas cautelares, tais como o afastamento de agentes públicos de suas funções públicas, a proibição de contato entre os investigados, a proibição de ausentar-se do país com a obrigação de entrega do passaporte, a suspensão do exercício de atividade econômica de algumas empresas com a proibição de contratar com o poder público, além da indisponibilidade de aproximadamente R$ 120 milhões por meio do bloqueio de contas e sequestro de aeronaves, veículos e imóveis adquiridos com os recursos desviados do governo.

O grupo está sendo investigado pelos crimes de organização criminosa, desvio, corrupção passiva, corrupção ativa, fraudes em licitação e lavagem de dinheiro, bem como as consequências das condutas praticadas na esfera tributária.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →