TV ESPINHOSA – Sobre o inominável, Jorge Viana, Marcus Alexandre e coragem

3–4 minutos

 

Teremos dias tensos.

Mentiras e desmentidos darão o tom até o dia 30.

Aliados do inominável estão carregando nas fake news.

Democratas do país têm que se unir, mais do que nunca, no propósito de reestabelecer a normalidade institucional.

Há muita gente disposta a se aliar ao submundo, ao subterrâneo para manter o desastre que está na cadeira de presidente da República.

Não vou me calar.

O que estiver ao meu alcance para combater o inominável, eu farei.

A gente precisa é ter coragem.

Acho que Cristo faz bem não voltar à terra no atual momento, principalmente se for no Brasil.

Do jeito que as coisas estão, pelas suas mensagens, seria capaz de ser chamado de petista, esquerdista ou ladrão.

Como tem falsos profetas profanando o cristianismo em vão…
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Vamos falar de outra coisa.

E andar com fé.

Passada a eleição, um monte de gente passou a apontar possível culpados pelo fraco desempenho dos partidos progressistas nas urnas.

Por incrível que pareça, tem gente apontando o dedo para Jorge Viana.

Logo ele, que era visto como a salvação.

Jorge Viana não é meu amigo.

Nunca tomei uma cerveja com ele.

Amigos, que são amigos, frequentam a casa um do outro, tomam cerveja e comem uma picanha juntos.

Às vezes, dependendo da grana curta, também encaram uma bisteca, uma costela e asinha de frango.

Ele, Jorge Viana, nunca foi convidado à minha casa, nem eu fui chamado à sua para lazer.

Os amigos dele são outros.

Os meus também.

Também nunca trabalhei com ele e duvido que um dia, pelos nossos perfis, eu trabalharia.

Ele não me deve nada e eu muito menos devo a ele.

Sou, portanto, isento para criticá-lo ou elogiá-lo.

Por isso digo que, se tem alguém no campo da esquerda que merece elogio, esse alguém é Jorge Viana.

Sabia do cenário adverso que lhe aguardava, mas não se acovardou.

Não se apequenou.

Pense: Gladson Cameli foi reeleito com facilidade.

Agora imagine como seria se não tivesse a candidatura de Viana…

Outro que merece elogio e respeito é o ex-prefeito Marcus Alexandre.

Esse também não está no rol dos meus poucos amigos.

Da mesma forma de Jorge Viana conto com o beneficio da isenção para fazer as minhas ponderações.

Marcus teria, sem dúvida, sido eleito deputado estadual.

Talvez ajudasse a eleger uma bancada maior.

Mas, assim como Jorge, foi para o sacrifício.

Marcus e Jorge agiram como não agiram lideranças do tamanho do ex-governador Binho Marques e do ex-prefeito Raimundo Angelim, que apoiaram, mas não puseram os nomes nas urnas.

É opção de vida.
Não faço julgamento.

Acho, porém, que tudo é aprendizado.

O conservadorismo ainda vigora no Acre.

É preciso perseverar e lutar.

Jorge Viana e Marcus Alexandre lutaram o bom combate.

Mas ainda há uma batalha maior, que é a da Presidência da República.

Estou convicto que somente uma mudança no plano nacional irá fazer com que os melhores ventos voltem a soprar para o âmbito local.
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Só digo uma coisa: se eu fosse um líder da estatura de Jorge Viana e Marcus Alexandre, no dia seguinte às eleições, eu teria me colocado como opositor ferrenho de Gladson Cameli.

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Cobraria celeridade da Justiça no tocante à definição da Operação Ptolomeu.

Diria que é inadmissível o Acre ser governador, novamente, por uma pessoa acusada de chefiar uma organização criminosa.

Eu não sou nenhum deles, mas vou continuar cobrando.
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Vamos aprendendo e lutando.

Porque, como diria Guimarães Rosas, “O correr da vida embrulha tudo.

A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,

sossega e depois desinqhttps://youtu.be/HcJlOWn_dPcieta.

O que ela quer da gente é coragem”.

Vida que segue.

Fui.

Um forte abraço e um cheiro do Rosas.