Em debate, Jorge Viana diz que existe o Acre real, da fome, do caos na saúde pública, da corrupção e o Acre inventado por Gladson Cameli e garante criar o maior programa de obras e infraestrutura para o estado voltar a crescer

1–2 minutos

Em debate realizado na noite de domingo, 18, na TV Rio Branco, o candidato ao governo do Acre, Jorge Viana (PT) fez duras críticas ao atual governo e ressaltou que três candidatos que estão na disputa foram aliados de Cameli e ajudaram para que ele se elegesse chefe do Executivo.

“Eu vim aqui pra falar do Acre real, da fome que assola a população, de pessoas pedindo comida nas ruas, do caos na saúde pública, que vai de teto de hospital caindo e matando pacientes a bebês morrendo por falta de respiradores, do desmonte da educação, da falta professores, de escolas que estão fechadas desde a pandemia precisando de reforma, dos escândalos de corrupção, quero debater esse Acre e apresentar soluções pra tudo isso”, disso o ex-governador.

Jorge Viana comentou ainda sobre as constantes queixas de abandono dos produtores rurais e disse que tem conversado muito com agricultores, fazendeiros, pecuaristas.

“Sábado estive com mais de 300 lideranças do setor produtivo do Acre. Agora no atual governo, as pessoas falam de agronegócio, mas não deram sua contribuição. Os primeiros silos construídos no Acre foram no meu governo. A luta contra aftosa foi no meu governo. A produção de milho mecanizada foi no meu governo”, disse o ex-governador.

No debate, Viana deu ênfase ao seu compromisso de voltar a fazer a economia crescer através da geração de emprego.

“Eu e o Marcus Alexandre vamos implantar o maior programa de obras e infraestutura que esse estado já viu. Vamos trabalhar nos ramais, construir 10 mil casas só em aqui em Rio Branco, vamos gerar empregos na construção civil e fortalecer as empresas locais, fazer a economia crescer, nós sabemos como fazer porque já fizemos isso no Acre”, disse.

Ao final do debate, Viana falou que o Acre precisa ser pacificado, que as pessoas precisam ser cuidadas.

“Meu inimigo não é nenhum desses que estão aqui, é o desemprego, uma juventude talentosa que está sem emprego, a fome, a mulher que vive neste Estado, que é o campeão de mortes e mal tratos à mulher. Quero pacificar este Estado, trabalhar pra que todos tenham um futuro melhor”, garantiu.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →