Nazaré Araújo diz que fome voltou e seu compromisso no Senado será para o cidadão ter trabalho e comida na mesa

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Assessoria

“Eu tenho por bandeira, desde sempre, a erradicação da miséria, trabalhar para as pessoas mais pobres”, afirmou a candidata ao Senado Nazaré Araújo (PT) durante entrevista ao jornalista Washington Aquino, no programa Café com Notícias. A ex-vice-governadora do Acre lamentou, ainda, que políticas públicas como o Programa da Primeira Infância, Som da Liberdade e tantos outros foram deixados de lado pelo atual Governo.

Muito pontual em seus questionamentos, Nazaré acusou a volta da fome no país. Pessoas revirando o lixo em busca de comida viraram cenas comuns no Acre e nos demais estados. “As pessoas estão comprando pele de frango para se alimentar. A fome já tinha sido erradicada na sua grande maioria e agora retorna. Quando você deixa de ter a atenção, de colocar as obras de infraestrutura e de colocar os recursos para acontecer, você tem aí sistemas que realmente não dão certo”, destacou.

A falta de investimentos da União na Amazônia influencia no aumento da violência, segundo Nazaré. Outro fator que faz o Acre ser hoje um dos estados mais violentos do país é o fato das estarem fronteiras escancaradas para a circulação de entorpecentes. “É preciso que haja um controle integrando de todas as nossas fronteiras com um policiamento bem maior do que o que acontece hoje. Nós temos os nossos rios, que são veias abertas dentro da Amazônia. Enfrentamos também o tráfico de drogas e de pessoas. Temos que estar olhando para essa questão da fronteira, que não é do Acre, mas sim do Brasil”.

Sobre a BR-364, Nazaré acredita que a melhor forma para recuperá-la é com Lula de volta à Presidência da República. Ele foi o responsável por garantir a construção de 32 pontes na rodovia que é cortada na forma diagonal pelos rios acreanos. Isso tornou a estrada que liga o Acre ao restante do país uma realidade.

Por fim, a candidata reforçou que o Brasil não é um país pobre, pois é o segundo maior produtor de grãos do mundo. No entanto, hoje, a fome está sendo servida no prato do trabalhador. Para mudar isso, é preciso do controle de exportação e de controle de demanda. Uma mudança que beneficiará a todos. “Primeiro temos que abastecer a nossa população. Os preços elevados dos produtos estão fazendo a miséria voltar. Não está havendo um controle dessas demandas. Tenho certeza que quando a gente coloca comida no prato de uma criança, habitação, educação, respeito e dignidade de vida, você dá a oportunidade para ela crescer e se desenvolver e ser um cidadão e uma cidadã dentro da nossa sociedade”.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →