Fator Marcus Alexandre será decisivo nas eleições de outubro

2–3 minutos

Estive presente na convenção que confirmou a chapa majoritária da Federação Brasil da Esperança, na sede do PT, na última sexta-feira.

Contrariando às expectativas, o que vi foi uma militância animada, feliz, revigorada com o anúncio que seria feito naquele dia.

Tanta animação, porém, tinha razão de ser.

A Federação parecia desmantelada, sem perspectiva de ter candidatura competitiva para a disputa do governo.

Até então, o que se sabia era que a maior liderança da aliança, o ex-governador Jorge Viana (PT), teria resolvido concorrer ao Senado.

Nem todos têm por hábito de ler o Portal do Rosas.

Naquela sexta-feira, antes do meio-dia, este Espinhoso sabia que estava havendo uma reviravolta no campo dos partidos de esquerda.

O Espinhoso sabia que a chapa poderia ser formada por Jorge Viana ao governo, Marcus Alexandre a vice-governador e a deputada federal Perpétua Almeida ao Senado.

A candidatura de Perpétua Almeida foi vetada pela direção nacional do PCdoB.

Os comunistas precisam eleger, ao menos, 11 deputados federais, em nove estados. Perpétua Almeida é uma das apostas.

Sem o nome de Perpétua, as lideranças partiram para convencer a ex-vice-governadora Nazaré Araújo a aceitar o desafio.

Deu trabalho, pois Nazaré estava com a candidatura coletiva de deputada federal na rua, mas ela aceitou.

O Portal do Espinhoso, por volta das 14 horas, publicou a notícia que caiu como uma bomba no meio político.

Tem muitas coisas para ser dita, mas vou me ater a um detalhe: o fator Marcus Alexandre.

Jorge Viana era tido como favorito ao Senado, assim como Marcus Alexandre era apontado como deputado estadual mais bem votado.

Durante vários dias, este Espinhoso fez crítica à suposta omissão de lideranças que preferiram a certeza aparente da vitória do que a incerteza de uma disputa pelo bem da maioria.

Jorge Viana e Marcus Alexandre provaram que muitos estavam equivocados, inclusive eu.

Os dois formaram uma chapa muito forte e mexeram com o tabuleiro.

Como eu disse, o fator Marcus Alexandre poderá ser decisivo.

Nas eleições de 2018, quando concorreu ao governo, o ex-prefeito de Rio Branco, num cenário adverso, obteve quase 35% dos votos válidos.

Ainda hoje, principalmente na capital do Acre, Marcus é reverenciado por onde passa, sendo apontado como o melhor prefeito de todos os tempos.

Marcus Alexandre é incansável no trabalho. Conhece o estado de ponta a ponto, mas conhece ainda melhor a cidade onde foi prefeito por dois mandatos.

O ex-prefeito conhece e é conhecido em todas as ruas e bairros do maior colégio eleitoral acreano. Ter um vice como ele faz muita diferença num pleito de tiro curto como o deste ano.

Como dito acima, eu fui à convenção.

Não fiquei por muito tempo, mas marquei presença.

Ante de subir para o palco, Marcus Alexandre me abraçou e disse: – Eu não fugir do desafio.

A minha resposta: – Eu tinha certeza de que não fugiria.

Acho que os adversários terão dificuldades para enfrentar uma chapa que fez muito pelo Acre.

Quanto a Marcus Alexandre, é certo de que precisará de botas novas quando acabar a eleição.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →