Senso de carinho, de responsabilidade e de amor pelo Acre está falando mais alto e deverá levar Jorge Viana a concorrer ao governo

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Boa parte das pessoas com as quais tenho contato me mandou mensagem ou telefonou perguntando se seria verdade a confirmação da candidatura de Jorge Viana ao governo do Estado.

A notícia foi dada como certa em um site local e ganhou as redes.

Para não beber em outras fontes, fui na correta: o próprio Jorge Viana.

O ex-governador me recebeu na sua casa para uma conversa curta e esclarecedora.

Deu tempo de tomar um bom café preparado pelo próprio dono da casa.

Ele se preparava para ir a Senador Guiomard, inaugurar um comitê político e conversar com a população.

No bate-papo, o petista disse que os partidos do seu campo estão unidos.

“A gente conseguiu ter uma unidade. Eu ja tinha conseguido unir o PT e  conseguimos unificar a federação, tudo inspirado na chapa Lula/Alckmin.

Viana afirmou que está tudo pacificado e revelou que houve uma reunião na casa do ex-vice-governador César Messias, que contou com a presença do deputado estadual Jenilson Leite, pré-candidato a governador pelo PSB.

“Agora vem a TPC, que a Tensão Pré Convenção”.

Indagado sobre a sua candidatura, se será para o Senado ou governo, ele adiantou que o desarranjo do outro lado governista levou a oposição a rever a postura.

“A gente estava caminhando com o nome do deputado Jenilson para governador, até chegamos a discutir vice”, comentou.

Acontece que os  partidos repensaram e foram até Jorge Viana dizendo que o seu nome seria o mais forte para concorrer ao governo.

Essa pressão pela candidatura do petista ao governo se deve muito ao fato de que Gladson Cameli, como declarou Jenilson Leite,  perdeu as condições de governar o Estado.

Na política é preciso fazer conta e tem muita gente fazendo isso.

Nas eleições de 2018,  Gladson Cameli foi eleito no primeiro turno com pouco mais de 53% dos votos válidos.

Ganhou o governo com uma frente ampla de partidos e lideranças.

Ele tinha ao seu lado o MDB, major Rocha,  Mara Rocha, que foi a deputada mais votada, o senador Sérgio Petecão,  a deputada Vanda Milani, Jéssica e Vagner Sales, dentre outros.

Todos  hoje são opositores.

Além disso, está claro que o governo pouco fez e  o Acre andou para traz.

Feitas as contas, as chances são reais de tanto com o Jenilson quanto com Jorge Viana de haver um segundo turno.

Jorge Viana sabe que, se for o seu nome, as chances aumentam.

Ele vem sendo cobrado nas ruas pelas pessoas que esperam ver a sua candidatura ao governo.

Sai da conversa com uma certeza, mas perguntei qual era a avaliação do meu enteado Lucas, de 16 anos, que vai votar a primeira vez.

O Lucas, que foi comigo e tirou as fotos, disse: “Ele será candidato ao governo”.

Reforcei a pergunta, indagando por que ele tinha tanta certeza: “A frase que ele disse resume tudo”

A frase de Jorge Viana foi: “O senso de carinho, de responsabilidade e de amor pelo Acre está falando mais alto”.

Mais claro que isso é impossível.

 

 

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →