TUDO ANESTESIADO – Governo homologa pregão de R$ 21,2 milhões de empresa especializada em anestesiologia de sócio da Medtrauma

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Faz tempo que o Portal do Rosas vem alertando sobre uma estranha movimentação no âmbito do governo do Estado para a contratação de empresa especializada em anestesiologia.

Foi publicada, inclusive, denúncia de suposto esquema de plantões por parte da empresa Sindor – Serviço Interdisciplinar de Controle à Dor. Veja aqui.

Enquanto as denúncias vinham a público, outro movimento era feito nos bastidores e corredores do poder.

Esse movimento supostamente visava beneficiar uma empresa umbilicalmente ligada à outra que vem ganhando muito dinheiro na administração estadual.

Trata-se da Medtrauma – Serviços Médicos Especializados.

A Medtrauma tem sede no Mato Grosso e chegou ao Acre no atual governo. Desde então, vem ganhando muito dinheiro por meio de processos de dispensa de licitação.

Atualmente, a empresa está prestando serviço sem a devida cobertura contratual, haja vista que a contratação emergencial de 180 dias, no valor de R$ 13,3 milhões, se encerrou no mês passado. Este Portal denunciou reconhecimentos de dívidas estranhos. Veja aqui.

Mas a Medtrauma tem outros braços que foram abraçados pela administração estadual.

O Diário Oficial hodierno trouxe a homologação do pregão eletrônico para a contratação de empresa especializada na prestação de assistência complementar à saúde na área de anestesiologia.

Por R$ 21,2 milhões, a empresa contratada atende por Bone Medicina Especializada.

Um dos sócios da Bone atende pelo nome de Osmar Gabriel Chemin.

Osmar Gabriel Chemin também é sócio da Medtrauma.

Coincidência, não é?

Os indícios é que não há nada coincidente.

Segundo fonte, a Bone será contratada por uma valor muito superior ao da Sindor para trabalhar na Fundhacre.

Essa contratação deverá ser alvo de questionamento na Justiça.

Sem expertise comprovada, a Bone foi alvo de investigação do Ministério Público de Goiás, em 2021, sob a acusação de, junto com outras  empresas, agir para a formação de um cartel, a fim de fraudar contratos emergenciais e licitações. Veja aqui.

Diante das evidências, espera-se que os órgãos de controle saia da anestesia e passem a agir.