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Sesacre faz reconhecimento de dívida de R$ 741,5 mil com a Medtrauma mesmo havendo cobertura contratual no período reconhecido

Há coisas muito estranhas acontecendo dentro do governo do Estado.

Na luta pela memória do seu filho Théo, que morreu aos 10 meses de nascido com por omissão e negligência do Estado, a fisioterapeuta Joelma Dantas publicou contrato da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) com a empresa Aerobran Táxi Aéreo Ltda., para prestação de serviços aeromédicos para o transporte de pacientes em UTI Aérea.

A empresa contratada é de propriedade de Abrahão Cândido da Silva, que é tio do presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior, e da primeira-dama Ana Paula Cameli.

Por meio do contrato, o Estado irá desembolsar R$ 21,6 milhões. No governo anterior a média de gasto anual é de R$ 6 milhões.

Mas há outro contrato milionário que merece atenção.

Trata-se do formalizado com a empresa Medtrauma Serviços Médicos Especializados, cuja sede é no Mato Grosso, no valor de R$ 13,3 milhões.

Esse contrato foi alvo de questionamento no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pelo Instituto de Neurocirurgia e Neurologia da Amazônia (INAO), que era detentor do contrato. Veja aqui.

Mas voltemos ao fato estranho.

No dia 9 de novembro do ano passado, a secretária Paula Mariano ratificou a dispensa de licitação em favor da Medtrauma.

A ratificação foi publicada no Diário Oficial.

Ocorre que, no dia 25 de abril deste ano, o diretor administrativo da Sesacre, Daniel Braga da Rocha, levou ao Diário Oficial uma publicação que aparenta flagrante incongruência.

Braga Rocha reconheceu uma dívida de R$ 741,5 mil com a Medtrauma, valor este referente aos meses de novembro e dezembro do ano passado.

Vamos tentar entender.

Se no início de novembro a secretária Paula Mariano ratificou a dispensa de licitação, obviamente havia cobertura contratual nos meses de novembro e dezembro.

Ora, se havia cobertura contratual, por qual motivo houve esse reconhecimento de dívida?

Esse é um assunto para a Sesacre explicar e, se quiser, os órgãos de controle apurar.

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