“Marcio Bittar quer usar orçamento secreto para tentar eleger esposa senadora”, acusa Leo de Brito

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Assessoria

O escândalo do “orçamento secreto” ganhou destaque na imprensa nacional, mais uma vez, nesta quinta-feira, 12, e foi sobre isso que o deputado federal Leo de Brito (PT-AC) tratou na tribuna da Câmara Federal.

Leo de Brito frisou que o senador Márcio Bittar (União Brasil) figura na lista como recordista nos repasses do “orçamento secreto”.

“Ele conseguiu, no orçamento secreto, R$ 468 milhões, quase meio bilhão de reais. Agora ele quer transformar o Senado Federal num feudo da sua família, porque vai utilizar desses recursos, as negociatas, para eleger a sua esposa, Márcia Bittar, senadora. Está querendo empurrar sua esposa de goela abaixo no eleitorado acreano”, afirmou o deputado federal.

Segundo informações veiculadas na imprensa nacional, foram destinados, nos anos de 2020 e 2021, R$ 38 bilhões.

Diante de denúncias, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que o parlamento brasileiro fizesse a revelação de quanto cada deputado federal e Senador teve de acesso.

O portal G1 informou que do montante de 2021 detalhado pelos senadores, R$ 2,4 bilhões, supera o orçamento inicial previsto para o ano passado de seis ministérios, separadamente: Relações Exteriores, Meio Ambiente, Turismo, Controladoria-Geral da União, Advocacia-Geral da União e Mulher, Família e Direitos Humanos.

“Das informações que foram mandadas ao STF, 70% são secretas, não têm transparência nenhuma. E o pior: os valores que foram revelados dão conta de que existe uma verdadeira oligarquia no Congresso Nacional e que esses valores que foram revelados representam os recursos de seis ministérios no ano de 2021. Entretanto, está sobrando dinheiro aqui para as oligarquias no Congresso”, denunciou.

Leo de Brito observou que enquanto o governo de Bolsonaro despeja dinheiro no Congresso Nacional, o povo brasileiro segue sofrendo, enfrentando a alta da inflação, o desemprego e que diante do cenário atual de desesperança, aumenta o número de jovens que desejam ir embora do país em busca de melhores oportunidades.

“Há muito dinheiro secreto para negociatas, para corrupção, para essas oligarquias aqui, no Congresso Nacional. São as cúpulas. É muita patifaria isso que está acontecendo. Nós temos que repudiar o que está acontecendo. Peço que a Ministra Rosa Weber volte a intimar, mais uma vez, o Congresso Nacional para que, de fato, seja dada total transparência a essa situação e que as instituições de controle possam acompanhar, seguir o “rastro desse dinheiro”. Juntamente com esse dinheiro, estão indo a corrupção e as negociatas”, concluiu Brito.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →