Criado há três anos, este Portal nasceu denunciando os desmandos e a falta de governo no Acre.
Nunca confiou e nem esperou coisas positivas do governador Gladson Cameli (Progressistas).
Várias denúncias feitas neste espaço geraram operações policiais e, consequentemente, muitas prisões.
Os processos contra o editor espinhoso vieram a rodo.
Felizmente para o Portal e infelizmente para a população, a linha traçada desde o início se mostrou correta.
O governo Cameli mergulhou no lamaçal da corrupção, como fora dito pelo vice-governador Wherles Rocha (MDB).
O ápice da comprovação desse lamaçal veio no dia 16 de dezembro do ano passado, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Ptolomeu.
Alvo principal da operação, Gladson Cameli fora acusado de ser chefe de uma organização criminosa, que desviou mais de R$ 800 milhões dos cofres públicos.
Desde que assumiu o governo, Cameli aumentou o seu patrimônio em mais de 100% e nunca trouxe uma explicação plausível para convencer à população e às autoridades.
O governador do Acre movimentou, num curto espaço de tempo, R$ 1 milhão em dinheiro vivo, sem mostrar a origem.
Depois da operação, as investigações foram aprofundadas, chegando à forma pouco convencional de pagamento da mansão que o governador está construindo em condomínio de luxo em Rio Branco. O pagamento à empreiteira também estava sendo feito em espécie.
Hoje, faz três meses que a operação aconteceu.
Em noventa dias, Gladson Cameli não se esforçou para mostrar que é inocente.
O governador, porém, autorizou aos aos seus advogados a adotar uma linha de defesa desesperada e covarde.
Com autorização de Gladson, os advogados pedem a anulação das investigações usando o filho do governador, de apenas seis anos de idade, como escudo.
Os advogados querem anular tudo sob o argumento de que o menino fora monitorado e investigado.
Não é verdade.
O garoto foi colocado no meio do rolos pelos próprios pais. Ele aparece como sócio de uma holding, primeiro de Gladson, depois da primeira-dama Ana Paula.
A Ptolomeu, por envolver o governador, foi desmembrada. Somente Cameli é investigado por autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os demais envolvidos estão com os procedimentos em instância inferior. O filho do governador não aparece dentre eles.
Sinceramente, Cameli deveria ter vergonha de envolver um inocente numa querela onde uma organização criminosa está sendo investigada.
Se não devesse e nem temesse, o governador deveria se manifestar firme e exigir uma decisão rápida de justiça.
Mas ele quer anular os procedimentos usando o inocente filho.
Isso tem nome: é covardia.
Como da Justiça se pode esperar tudo, ele pode até anular as investigações, mas não fugira da pecha de corrupto.
Esse texto irá usar a foto do menino porque até o próprio pai, que deveria ser acionado por desrespeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente, fez questão de expor o filho.

