Há muito mais coisas por trás da entrada dos irmãos Wherles e Mara Rocha no MDB.
O vice-governador e a deputada federal não iriam ser aceitos no partidos se não tivessem algo a mais para oferecer.
Político esperto, o presidente estadual da legenda, o deputado federal Flaviano Melo, não é daqueles que metem prego sem estopa.
Flaviano Melo é um sobrevivente da política, conhece os atalhos para ganhar uma eleição, principalmente quando essa é a sua eleição.
O morubixaba mdebista, Melo também conhece como as coisas funcionam em Brasília.
Esse conhecimento sobre como as coisas acontecem na capital da República pode ter jogado peso grande nas filiações dos irmãos Rocha.
Governador do Estado, Gladson Cameli (Progressistas) corre o sério risco de ser afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é acusado de chefiar uma organização criminosa, que supostamente desviou mais de R$ 800 milhões dos cofres públicos.
Se a justiça seguir o que está no inquérito da Polícia Federal, as chances de Cameli ser apeado do cargo são reais, fortes e perfeitamente normais. Há muitas evidências do cometimento de atos ilícitos.
Bem, como fora dito, Flaviano Melo não entra em bola dividida, em canoa furada.
Foi justamente essa possibilidade de haver o afastamento que uniu o MDB aos Rocha.
Com Cameli afastado, Wherles Rocha assume o governo e será o condutor do processo eleitoral, terá a caneta de governador para exonerar e nomear.
O jogo muda.
Obviamente, na cadeira de governador, Rocha irá concorrer ao governo, levando a sua irmã reforçar a chapa de deputado federal.
A manobra também seria uma forma de responder ao senador Marcio Bittar, que traiu o MDB e está atropelando aos antigos aliados para tentar viabilizar a candidatura da sua esposa, Márcia, ao Senado.
Esse últimos dias de março prometem muitas novidades.
