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Jorge Viana: “Não tenho o direito de ser indiferente ao que acontece no Acre e no Brasil”

Fazia muito tempo que eu não via e nem conversava com Jorge Viana.

A última vez que o vi, ele passou correndo por mim no Parque do Tucumã, enquanto eu, com alguns quilos acima do peso, me arrastava.

Tenho acompanhado as suas movimentações pela imprensa ou pelas redes sociais.

Sei que ele não para.

É um maratonista na política e na vida.

Mas parece que essa corrida eleitoral caminha para o Sprint, para a definição.

Hoje, depois de tanto tempo, fui ao escritório do homem que iniciou o processo de transformação do Acre para melhor, para a institucionalidade.

Fui acompanhar um amigo, uma liderança religiosa que foi convidado para conhecer e dialogar sobre o Acre do passado, do presente e, principalmente, do futuro.

Olhando as paredes, o meu amigo comentou: “Aqui está um resumo e uma viagem pela história”.

O meu amigo, que é realmente é um líder na comunidade evangélica, pediu para não tem o seu nome revelado, no que será prontamente atendido.

Como a conversa seria mais entre os dois, me limitei a ouvir e a observar as reações.

Confesso que fazia muito tempo que não via tanta sinceridade.

Logo na entrada, antes de nos sentarmos, Jorge Viana lembrou que o tempo está curto para as eleições, para definições.

“Rapaz, falta pouco mais de seis meses para as eleições”, disse.

Na conversa, que demorou quase duas horas, foram abordados os mais diversos temas, mas o foco principal foi o total desgoverno que no momento tomou conta do Acre.

“Precisamos alguém para liderar, alguém que aponte os caminhos. É preciso deixarmos as divergências de lado e focarmos nas convergências”, defendeu o meu amigo.

O líder religioso chegou no Acre na metade de 1999, quando Jorge Viana fazia seis meses como governador.

“Quando entrei com a minha esposa em Rio Branco, que cruzei a ponte, a minha esposa perguntou por que eu havia trazido ela para um lugar tão feio”, relembrou.

O que percebi é que Jorge Viana é um homem focado, sabe da importância e do tamanho que tem para a história acreana. Senti uma pessoa que relembra os momentos vividos como governador e senador, deixando claro que está sendo chamado para uma missão.

“Tenho conversado com muita gente. Não vou tomar uma decisão sozinho. Só digo que não irei mudar o caminho daquilo que for melhor para o Acre”, declarou.

Viana deve ter ouvido  a mesma pergunta milhares de vezes nos últimos dia, mas o meu amigo perguntou mais uma vez: “O senhor vai concorrer ao Senado ou ao governo”.

Ele não respondeu explicitamente, mas deixou claro que não vai fugir da raia. Adiantou que deve publicar uma carta sobre a sua posição nos próximos dias.

Citando o arcebispo Dom Moacir Grecchi, Jorge Viana foi incisivo e disse: “Não tenho o direito de ser indiferente ao que acontece no Acre e no Brasil”.

Jogo vai começar para valer.

O meu amigo saiu satisfeito da conversa e deve marcar uma reunião com novas lideranças nos próximos dia.

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