Existem pessoas que se julgam tão sabidas e inteligentes, que consideram todas as outras tolas, incapazes de discernir o óbvio.
Nessa categoria de sabichões se enquadra o cidadão Gladson de Lima Cameli.
Não resta dúvida que de besta ele não tem nem a forma de andar. Vive dizendo que é “podre” de rico e que, por ter tanta riqueza, não depende da política para sobreviver.
O pior é que tem um monte de tolos que creem nessa potoca.
Cameli tem mais de 40 anos de idade. Vive da politica desde o 29 anos, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez.
Desde então, não fez outra coisa na vida do que politica. Sempre protegido pelo manto da fortuna familiar, ele manteve longe qualquer possibilidade de ser tachado de corrupto. Afinal, não precisa roubar para se dar bem.
Ocorre que a patranha dificilmente consegue ser mantida eternamente.
Uma hora verdade chega e desmonta “estórias” contadas como histórias.
Foi isso que aconteceu no dia 16 de dezembro do ano passado, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Ptolomeu.
A operação tinha como alvo principal o governador do Acre.
Policiais federais fizeram busca e apreensão no Palácio do Governo e na casa de Gladson Cameli.
Também foram nas residências de empresários, secretários de estado e na casa do pai e do irmão do governador, Eládio e Gledson Cameli.
Nunca na história do Acre houve uma operação que fosse ao palácio ou na residência de um governador.
Trabalhando em parceria com o Blog do Fábio Pontes, este Portal destrinchou o inquérito apontando um esquema que pode ter desviado mais de R$ 800 milhões dos cofres públicos.
As reportagens publicadas no Portal do Rosas e no Blog do Fábio Pontes repercutiram nacionalmente. Os principais veículos de comunicação do país voltaram os olhares para o que acontecia no Acre.
Gladson Cameli teve que se explicar.
Numa entrevista arranjada por sua assessoria na TV UOL, ao ser indagado sobre o aumento em mais de 100% do seu patrimônio, o governador não creditou à sua riqueza. Preferiu creditar à inflação.
No próximo dia 16 a operação irá completar três meses. Os autos estão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a responsabilidade da ministra Nancy Andrighi. Novas provas foram juntadas. São provas contundentes que podem complicar ainda mais a vida de Cameli e da primeira-dama Ana Paula Correia.
O governador do Acre continua com a acusação de ser o chefe de uma Organização Criminosa (Orcrim). Até agora não houve um pronunciamento incisivo de Cameli clamando pela celeridade do processo.
Pois bem, foi esse chefe de uma Orcrim, segundo a Polícia Federal, que apareceu nas redes sociais e na mídia paga, dizendo que foi aos Estados Unidos buscar parceria com a Polícia Federal americana, o FBI.
“Nosso Estado esta de portas abertas para que o FBI possa atuar em conjunto com as nossas forças de segurança. Também queremos realizar intercâmbio de informações, inteligência e cooperação para treinamento”, escreveu Cameli.
Como foi dito lá em cima, tem gente que se julga mais sabida e inteligente do que as demais.
Quem, em sã consciência, acredita que o FBI irá querer proximidade com um acusado de ser chefe de Orcrim?
Depois das noticias, a PF brasileira já teve ter encaminhado a ficha do governante do Acre ao americanos.
Cameli disse que foi agraciado com a medalha de honra ao mérito do FBI em Miami.
Na última vez que recebeu uma homenagem dessas, 13 dias depois, a PF madrugou na porta da sua casa.
