O Ministério Público Federal (MPF) decidiu abrir procedimento para analisar a provável suspeição do presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior (Progressistas), em pedido de impeachment formulado contra o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas).
O pedido de suspeição foi formalizado pelo presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Acre (Fespac), advogado Isaac Ronaltti.
Ronaltti também é o autor do pedido de impeachment apresentado à Aleac, após a deflagração da Operação Ptolomeu, que colocou o governador do Acre como suposto chefe de uma organização criminosa, formada para desviar recursos do Sistema Único de Saúde e do Fundeb.
Segundo Ronaltti, o presidente da Aleac, além de ser do mesmo partido e amigo, é cunhado do governador, haja vista que é irmão da primeira-dama Ana Paula Cameli, o que o torna suspeito.
“Queremos saber quais foram os encaminhamentos administrativos sofridos até o momento pelo pedido de impeachment”, comentou o sindicalista.
Ainda de acordo com Ronaltti, a abertura de processo pelo MPF ao seu pedido poderá trazer luz aos fatos, haja vista que parece cristalino o pouco interesse do presidente da Aleac em dar andamento ao feito.
Gladson Cameli é o principal alvo da operação deflagrada pela Polícia Federal, em dezembro do ano passado. A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi quebrou os sigilos fiscais e bancários do governador, bloqueou o seu saldo bancário até o limite de R$ 1,7 milhão e mandou apreender veículos de luxo.
A ministra também determinou as prisões do amigo de Cameli, o empresário Rudilei Estrela, e da chefe de Gabinete do governador, Rosângela Gama.

