SEE comprou, por quase R$ 15 milhões, livros oferecidos gratuito
Com cinco meses de atraso, a secretaria de Estado de Educação e Esporte, Socorro Neri, criou comissão para investigar indícios de irregularidades na aquisição de livros didáticos para a rede estadual de ensino.
A medida parece muito mais uma forma de se proteger de dissabores futuro do que apurar o que é de domínio público.
A comissão montada por Socorro Neri não terá efetividade nenhuma porque o caso já foi denunciado, em abril deste ano, pelo vice-governador Wherles Rocha no Ministério Público Federal.
O deputado Daniel Zen (PT) também levou o caso à tribuna da Assembleia Legislativa e aos órgãos de controle.
Ela não era titular da pasta à época.

Se não houve prevaricação, as investigações devem estar a todo vapor.
O esquema milionário foi mostrado aqui no Portal do Rosas.
O responsável pela venda dos livros, no valor de quase R$ 15 milhões, é um ex-balconista no Acre, que ficou milionário em Manaus, no Amazonas.
Esse empresário mora num elegante prédio na cidade amazonense, onde reside parentes de autoridade acreana, e veio ganhar dinheiro no Acre.
Achando que iria levar grana fácil, chegou a acertar a compra de uma fazenda com importante pecuarista acreano, mas o negócio não concretizou porque o negócio melou após ser denunciado.
Foram comprados 22.000 kits de livros para o Programa de Educação de Jovens e Adultos conhecido como EJA.
No primeiro contrato foram gastos R$ 13,6 milhões para a aquisição de livros didáticos de várias disciplinas.
Houve ainda, o segundo contrato para a compra de 25,5 mil exemplares do livro “entre sol e chuva” para alunos do ensino fundamental, que custaram para os cofres do Estado R$ 1,2 milhão.
Todas compras foram feitas por meio de carona, quando o governo do Estado usou preços de licitações feitas por prefeituras no interior do Amazonas.
Esse é o enredo e o caminho.
É só seguir o rastro.

