O governo não fala, mas o principal motivo para o adiamento do retorno à aulas presenciais foi trazido a público aqui neste Portal: trata-se da falta de materiais necessários para a merenda escolar.
Esta semana houve muita confusão na Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) exatamente porque não houve o planejamento necessário para que as licitações fossem realizadas e os produtos adquiridos.
Além da falta de gestão, empresários receiam vender para o governo com o medo de não receber ou serem alvo de operações policiais.
Em Cruzeiro do Sul, terra de Gladson Cameli, um empresário declarou aos amigos: “A gente corre dois riscos ao vender para o governo. O primeiro é levar calote. O segundo é acordar com a polícia na porta”.
O temor não injustificado.
Empresários e servidores públicos foram presos por cometerem atos ilegais na aquisição de produtos para a merenda escolar.
O próprio governador Gladson Cameli declarou que os fornecedores recebiam como se tivessem vendido filé, mas entregavam carne de pescoço.
A secretária Socorro Neri foi pessoalmente ao Departamento de Alimentação Escolar tomar satisfação. Disse muitas coisas e ouviu outras tantas. O chefe do setor foi exonerado e vários outros servidores remanejados.
As aulas estavam previstas para iniciar no próximo dia 8, mas a data foi alterada para 4 de outubro.
No grupo de diretores de escolas a insatisfação é generalizada.
Veja a nota assinada por Socorro Neri:

