TV Espinhosa – Rocha pode errar na política, mas não mente nas acusações ao governo dele e de Gladson

3–5 minutos

Ainda em dois mil e dezoito, quando foi definido que o então deputado federal Wherles Rocha seria o candidato a vice-governador na chapa de Gladson Cameli, eu avisei que não daria certo.

Na época, eu disse que Rocha usou golpes de capoeiras para entrar na chapa majoritária. Havia outros pretendentes.

Eu respondi a uma crítica que o hoje vice-governador teria feito à administração Tião Viana, da qual eu era porta-voz.

Rocha comparou o governo do petista ao de Romildo Magalhães.

Eu alertei que iria haver rompimento e que não queríamos que outro vice assumisse o governo nas circunstâncias que Romildo assumiu.

Fui levado à Justiça por Rocha e condenado no primeiro momento.

Depois, com a brilhante defesa do hoje deputado federal Leo de Brito e Giordano Simplício, consegui reverter a decisão judicial.

Eu não estava.

Casamento de jacaré com lagartixa não pode dá certo.

Vamos ver isso na TV Espinhosa?

Antes, peço que curta e compartilhe o vídeo tanto no Facebook quanto no YouTube.

No YouTube, além de se inscrever, peço que ative o sininho para receber notificações.

Essa TV Espinhosa e o Portal de Rosas não têm patrocinadores.

Sobrevivem de doações de quem acredita num jornalismo combativo e verdadeiro.

Se puder, colabore!

A chave Pix está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.portaldorosas.com.br.

Vamos lá?

Está ficando a cada dia mais quente a briga pública entre o governador Gladson Cameli e o vice-governador Wherles Rocha.

Até outros personagens entraram em campo.

Um empreiteiro, que é primo do governador, foi à sua página no Facebook desafiar Rocha.

  • Venha falar isso na minha cara, conspirador, vagabundo e patife, desafiou o primo.

A revolta do primo é porque Rocha criticou o governo por estar executando a obra de reforma do Palácio das Secretarias sem licitação.

Orçada em quase cinco milhões de reais, a reforma está sendo executada pela empresa do primo do governador.

Ocorre que a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, que fez a contratação, paga, mensalmente, mais de trinta mil reais de aluguel em um prédio do tio de Wherles Rocha.

O fato é que essa divergência entre o governador e o vice vem se arrastando há muito tempo.

Estava óbvio que uma hora haveria a ruptura plena.

Há muito tempo não se via alguns tão exposto na administração estadual.

Episódio parecido aconteceu no início da década de mil novecentos e noventa, entre Edmundo Pinto e Romildo Magalhães.

Infelizmente, Edmundo Pinto foi assinado em maio de mil novecentos e noventa e dois, em um hotel de luxo em São Paulo.

Na época, várias foram as especulações, mas a polícia paulista concluiu que tratou-se de latrocínio.

Não creio que situação semelhante venha acontecer depois de tanto tempo.

Desejo vida longa e plena aos dois.

Mas, por mais que tenha sido alvo de ataques ferozes, não posso deixar de concordar com as críticas feitas por Wherles Rocha.

Tudo o que falou, até agora, é verdade.

Foram deles, e desse que vos fala, as principais denúncias de corrupção no governo.

Ele não mente quando afirma que nenhuma dose de vacina que chegou ao Acre veio pelas mãos do governador.

Só que os ataques de Rocha não visam o bem comum.

Eles demonstra mais preocupação com os interesses do seu grupo políticos.

A causa não é nobre.

Quer se desvincular de um governo incapaz, incompetente e sem rumo.

Mas não pode.

Ele é governo.

O papel de opositor ficou no passado.

Gladson, por sua vez, não é santo.

É o principal responsável pelo o que acontece porque não honra os compromissos firmados.

Rocha apenas verbaliza o que os outros dizem no privado.

A falta de palavra na politica é pecado quase mortal.

Tive a honra de participar de dois mandatos de Tião Viana.

Conheci César Messias e Nazaré Araújo como vice-governadores.

Nunca vi pessoas tão leais e corretas.

É que a ambição de César e Nazaré não era de cunho pessoal.

Ambos tinham ambição de construir um Acre melhor.

A diferença é grande.

Mas a vida segue.

Gostou dessa TV Espinhosa?

Curta e compartilhe.

Siga o Portal do Rosas no YouTube e ative o sininho para receber notificações.

Ajude a manter esse canal independente vivo, ativo e afiado.

Colabore com a nossa campanha de apoio.

O espinhoso aqui agradece.

Tchau e até a próxima com cheiro de Rosas

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →