A água do Depasa só enche as caixas da política

2–3 minutos

Por Cesário Campelo Braga*

O Depsasa tem sido a moeda com a qual o governador Gladson Cameli tem pago a preço de ouro o apoio político que tem recebido do senador Márcio Bittar. Um apoio cujo custo tem sido alto e que tem afetado diretamente a vida de todos os acreanos e acreanas.

Sob o comando de Gladson Cameli e gerenciado pelos indicados do senador Bittar, a população tem enfrentado em consequência dá má administração a autarquia. Além da falta d’água constantemente (às vezes que “cai” ela ainda é de qualidade duvidosa), os escândalos e acusações de corrupção na administração do órgão saltam aos olhos.

Primeiro foi o ex-diretor presidente Tião Fonseca, indicado por Bittar, que foi preso sob acusação de desvio de recursos públicos da autarquia, processo que ainda está em investigação e que inclui o irmão de criação do senador, Edson Siqueira, que era diretor financeiro do órgão no período que está sob investigação.

Agora, são novas acusações grave de assédio moral e desvio de combustível, que, segundo os áudios vazados, estão sendo praticadas pelos mesmos indicados de Márcio Bittar, que, ainda que estejam oficialmente fora do Depsasa, continuam mandando administrativamente no órgão.

Interessante notar que sobre a falta d’água constante nos bairros e cidades do Acre, Gladson Cameli permanece calado e sem apresentar nem uma solução.

Mas, quando os escândalos atingem os apadrinhados do seu governo e do senador Marcio Bittar, ele tenta criar uma cortina de fumaça afirmando que vai despolitizar o órgão assim se esquivando da sua responsabilidade administrativa e política com tudo que aconteceu no seu governo.

Resta saber se Bittar continuará mandando no Depasa, por meio de seus asseclas. Se os mesmo não serão apenas deslocados para uma nova secretária para manter a boa relação do governador com o senador e se as investigações continuarão de verdade.

Mais importante, porém, é saber se, caso sejam confirmadas as irregularidades, os culpados serão punidos, se os cofres públicos serão ressarcidos e se vai voltar a cair água nas torneiras dos acreanos.

Porque, até agora, a água do Depasa só está enchendo as caixas da politica.

*Por Cesário Campelo Braga é dirigente partidário

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →